from Ornitorrinco
to adelmir.santana@senador.gov.br,
acmjr@senador.gov.br,
demostenes.torres@senador.gov.br,
efraim.morais@senador.gov.br,
eliseuresende@senador.gov.br,
gilberto.goellner@senador.gov.br,
heraclito.fortes@senador.gov.br,
jayme.campos@senador.gov.br,
jose.agripino@senador.gov.br,
katia.abreu@senadora.gov.br,
marco.maciel@senador.gov.br,
raimundocolombo@senador.gov.br,
rosalba.ciarlini@senadora.gov.br,
cristovam@senador.gov.br,
jefferson.praia@senador.gov.br,
joaodurval@senador.gov.br,
osmardias@senador.gov.br,
patricia@senadora.gov.br,
almeida.lima@senador.gov.br,
garibaldi.alves@senador.gov.br,
geovaniborges@senador.gov.br,
geraldo.mesquita@senador.gov.br,
gecamata@senador.gov.br,
jarbas.vasconcelos@senador.gov.br,
jose.maranhao@senador.gov.br,
sarney@senador.gov.br,
leomar@senador.gov.br,
lobaofilho@senador.gov.br,
maosanta@senador.gov.br,
neutodeconto@senador.gov.br,
paulo.duque@senador.gov.br,
simon@senador.gov.br,
renan.calheiros@senador.gov.br,
romero.juca@senador.gov.br,
roseana.sarney@senadora.gov.br,
valdir.raupp@senador.gov.br,
valterpereira@senador.gov.br,
wellington.salgado@senador.gov.br,
francisco.dornelles@senador.gov.br,
cesarborges@senador.gov.br,
expedito.junior@senador.gov.br,
joaoribeiro@senador.gov.br,
magnomalta@senador.gov.br,
crivella@senador.gov.br,
antval@senador.gov.br,
renatoc@senador.gov.br,
virginio@senador.gov.br,
alvarodias@senador.gov.br,
arthur.virgilio@senador.gov.br,
eduardo.azeredo@senador.gov.br,
flexaribeiro@senador.gov.br,
jtenorio@senador.gov.br,
lucia.vania@senadora.gov.br,
marconi.perillo@senador.gov.br,
mario.couto@senador.gov.br,
marisa.serrano@senadora.gov.br,
papaleo@senador.gov.br,
sergio.guerra@senador.gov.br,
tasso.jereissati@senador.gov.br,
josenery@senador.gov.br,
mercadante@senador.gov.br,
augusto.botelho@senador.gov.br,
delcidio.amaral@senador.gov.br,
eduardo.suplicy@senador.gov.br,
fatima.cleide@senadora.gov.br,
flavioarns@senador.gov.br,
ideli.salvatti@senadora.gov.br,
joaopedro@senador.gov.br,
marinasi@senado.gov.br,
paulopaim@senador.gov.br,
serys@senadora.gov.br,
tiao.viana@senador.gov.br,
carlos.dunga@senador.gov.br,
ecafeteira@senador.gov.br,
fernando.collor@senador.gov.br,
gim.argello@senador.gov.br,
j.v.claudino@senador.gov.br,
mozarildo@senador.gov.br,
romeu.tuma@senador.gov.br,
zambiasi@senador.gov.br
Subject CSS
Senhoras e senhores senadores,
Mediante a quase-aprovação do imposto CSS, apelidado pela mídia de
“nova CPMF”, vejo-me no dever de apelar a vocês. Me deprime pensar que
são nossa última linha de defesa contra mais um imposto, mas se assim
o é, que sejam uma boa.
Sim, eu sou mais um dos decepcionados com a política brasileira. Na
verdade, não tenho a menor fé no nosso sistema “democrático”, que
reelege ladrões. Não me culpem ou julguem por isso, pois os maiores
responsáveis são aqueles que abusam do poder e desmoralizam toda a
classe.
Sobre o imposto, nós já temos muitos. Desnecessários e supérfluos,
senão para manter privilégios (abusos) das pessoas que abusam do poder
que recebem das mãos do ignorante povo brasileiro. Acessores,
auxílios, reembolsos de gastos que poderiam sem problema algum sair de
vossos bolsos mesmo, que já ganham muito acima da média brasileira, e
podem se dar a esse luxo. Pensando nisso, peço que, aqueles que a
tiverem, ponham a mão na consciência e votem NÃO ao CSS.
Eu sei que a proposta virá embalada nas melhores intenções (das quais
o inferno está cheio), mas o dinheiro para essas idéias já existem, e
está nas contas bancárias de quem não tem direito a ele. Aprovar novos
impostos, com a atual carga tributária, é forçar um sistema já
auto-destrutivo no qual o governo sufoca seu povo para seu próprio
lucro. Não precisamos disso, vocês não precisam disso. Façam o que é
correto.
Despeço-me com a certeza de que seria decepcionado, se realmente
tivesse fé nessa ou em qualquer outra missiva enviada a qualquer
“representante do povo”. Se eu tivesse motivo para acreditar em tais
gestos, não teria perdido a fé em vossa existência, e na de seus
pares, e na do sistema que deveriam representar.
Cordialmente,
Ornitorrinco
—
Levou dez minutos. Atualizarei o post com respostas significantes.
Pensem nisso. Dez minutos. Façam o sacrifício.
—
Respostas:
Sen. Jarbas Vasconcelos
Caro Ornitorrinco,
Quero registrar inicialmente o recebimento de sua mensagem, apesar do número expressivo de correspondências e e-mails que diariamente chegam em nosso gabinete, faço questão de ler e responder a todos, sempre que possível.
Ciente de suas considerações acerca do novo imposto que está sendo cogitado para substituir a extinta CPMF, informo que COMPARTILHO de sua indignação, pois a antiga CPMF foi criada na década passada quando o Brasil enfrentava escassez de recursos. Sua destinação era exclusiva para a área da saúde. Hoje, é notório que há excesso de arrecadação e o Governo continua a aumentar seus gastos.
Por essas razões, tenha certeza que serei totalmente CONTRA à criação desse novo imposto - CSS, assim como me posicionei CONTRARIAMENTE à prorrogação da CPMF em dezembro/2007.
Conte com meu apoio.
Cordialmente,
Senador Jarbas Vasconcelos.
Senador Gerson Camata recebeu o e-mail e mandou sua assistente/secretária/similar responder que ele também é contra.
Senador Sérgio Guerra recebeu o e-mail e está “atento a este importante assunto” (sic). Não levei fé nesse cara.
Prezado Senhor
Incumbiu-me o Senador Marco Maciel de agradecer seu e-mail e parabenizá-lo pelo exercício de cidadania.
Se depender do Senador Marco Maciel não será efetuado nenhum aumento de carga tributária que tanto penaliza nossa sociedade.
O sucesso da estabilização econômica e fiscal conquistada pelo povo brasileiro, após a implantação do Plano Real, tem permitido sucessivos recordes de arrecadação que deve ser revertido para que os preceitos constitucionais sejam observados, com relação à saúde, educação, segurança, infra estrutura, etc.
Não há razão para que a decisão soberana dos Senadores, com a derrubada da CPMF seja questionada, com a proposta de criação de novo imposto.
Cordialmente,
Nilson Rebello, Chefe de Gabinete
[P]rezado Ornitorrinco,
Da tribuna do Senado me pronunciei contra essa aberração constitucional aprovada pela Câmara. O projeto que restabelece a CPMF com o apelido de CSS é afronta ao povo brasileiro que não agüenta mais pagar tanto imposto. Não há argumento inteligente que possa justificar essa atitude do governo. Falar em Reforma Tributária e aprovar projeto criando novo imposto é falsidade. A CSS é um escárnio, um equívoco e uma afronta à sociedade. A verdade é que nunca se arrecadou tanto imposto no Brasil. Os brasileiros não agüentam mais esta pesada carga tributária. A arrecadação está tão boa que outro dia o governo pediu ao Congresso autorização para repassar ao BNDES 12,5 bilhões de reais para que ele financie projetos em outros países, como o metrô de Caracas, na Venezuela O Senado deve rejeitar essa ofensa à inteligência nacional. Desde já esclareço que vou votar contra a aprovação deste novo imposto que o governo do PT quer impor ao povo brasileiro.
Grato pela mensagem e receba o meu cordial abraço,
Alvaro Dias
—
Ornitorrinco diz:
GOSTEI dessa!
Encaminho-lhe minha posição reafirmada sobre o CSS, através de novo pronunciamento no dia 18 de junho.
Muito obrigado por sua participação. Saiba que a opinião da população é observada, quando manifestada.
É desta forma que construiremos um Brasil melhor e mais justo.
Senador Arthur Virgílio Neto
Líder do PSDB
–ATT:
O SR. PRESIDENTE (Garibaldi Alves Filho. PMDB – RN) – Concedo a palavra ao Senador Arthur Virgílio, Líder do PSDB.
O SR. ARTHUR VIRGÍLIO (PSDB – AM. Para discutir. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, houve, de fato, um acordo. O acordo era votarmos três embaixadores e três medidas provisórias.
Autoridades podemos a qualquer momento sobre elas deliberar, aprovando os nomes ou os rejeitando. E tem inteira razão o Líder do DEM, Senador José Agripino Maia, quando diz da nossa vontade de derrubar no voto essa nova contribuição, essa tal CSS, que substitui, na verdade, a famigerada e não saudosa CPMF.
Estranhamente, o Governo revela agora falta de desejo de votar essa matéria. Alguns que são mais diretos dizem assim: “Vamos votar depois da eleição”. Aí eu pergunto a V. Exª, Sr. Presidente – perdoe-me se eu porventura estiver sendo rude, não é minha intenção ser rude de jeito algum –: mas o que tem CSS a ver com as calças, Sr. Presidente? O que tem a ver eleição com saúde? Não consigo entender. O dever de um Governo é governar. Se essa contribuição é tão essencial para a saúde brasileira, o dever do Governo é governar. Então, ele tem que ganhar votos ou perder votos, deixar isso de lado, e ir às últimas conseqüências em relação à sua idéia. Essa idéia está desmontada, está desmoralizada, não passa nem hoje nem depois da eleição nem passa amanhã. Não passa porque ficou patente que o Governo quer mais dinheiro, aumentando carga tributária, sem necessidade de fornir as necessidades da saúde. Esse é o fato. Esse é o fato.
Nós teremos um movimento de opinião pública que, imagino, será avassalador agora ou depois das eleições. E uma democracia como a brasileira tem eleição a cada dois anos. Vamos ser bem claros: urgência não há. O Governo alega insegurança aqui e alguns alegam que não se vota isso antes das eleições, talvez para não exporem a sua base aliada ao que seria um desgaste de opinião pública. Então, a base aliada vem primeiro do que os interesses nacionais. A questão eleitoral, a questão eleitoreira melhor dizendo – aí eu quero pejorar mesmo –, vem acima de uma questão relevante como a da saúde.
Eu entendo que, para se dirigir bem a saúde no Brasil, se precisa de honestidade, se precisa de choque de gerência, se precisa de efetiva priorização. O Governo aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras e não deu um real para a saúde; aumentou a alíquota da Contribuição Social sobre Lucro Líquido para os bancos – isso vai ter reflexo nos empréstimos, porque os tomadores de empréstimo é que vão pagar o que será repassado a eles pelos bancos – e nenhum real disso foi para a saúde.
O Governo diz agora que, para dar o dinheiro correspondente à emenda do Senador Tião Viana, precisa de uma tal fonte, e eu dou a fonte: os Ministérios supérfluos que deveriam ser extintos, os cargos em comissão que significam o aparelhismo partidário, tudo isso é fonte. Mas mais, ainda que mantivesse todo esse aparato desnecessário de administração pública, ainda tem a arrecadação crescente. Praticamente, o Governo já arrecadou todo o chamado buraco, aquele que ele imagina que fosse o buraco da CPMF.
Então, a saúde não é uma prioridade e, de novo, o Governo demonstra que não é uma prioridade, porque, quando ele canta e decanta que precisa da CSS para aprovar recursos para a saúde, e aqui ele diz que só vota depois das eleições, é porque não tem tanta pressa assim, e acaba o Governo, então, de desmoralizar de vez qualquer tentativa de criar alguma contribuição. Ele nos diz acreditar numa reforma tributária, que é muito fraca, é muito frágil, é muito tímida, mas tem algumas coisas boas. Uma delas: propõe acabar com todas as contribuições. No mesmo momento em que diz que quer acabar com as contribuições, manda uma nova contribuição para cá.
Então, é uma contradição ambulante, não é metamorfose ambulante, é uma contradição ambulante essa a do Governo Federal.
Por isso, Sr. Presidente, nós aqui estamos a denunciar isso, dizendo que de nossa parte estamos prontos para votar a CSS. Nós concordamos com a matéria vir direto para o plenário, para decidirmos essa parada antes do recesso parlamentar.
Em relação a esta matéria, nós honramos o nosso compromisso. O que cumprimos prometemos. Em uma Casa onde é cada vez de melhor tom que o Governo perceba que o diálogo democrático deve substituir sempre qualquer tentação de prepotência, porque não anda sem a nossa colaboração, anda com a nossa colaboração, e a nossa colaboração anda na medida em que haja esse respeito democrático a uma minoria, que é uma minoria tão relevante, que dela depende o resultado das votações no dia-a-dia da Casa.
Então, Sr. Presidente, nós votamos “não”. O PSDB vota “não”, por entender que não se deve contrariar o Supremo Tribunal Federal. Nós não devemos deliberar a favor de nenhuma medida provisória que trate de crédito orçamentário, e nós não devemos contrariar a Suprema Corte, não devemos diminuir o papel do Congresso Nacional, do Senado Federal. O PSDB vota “Não”.
Em relação à CSS, volto a dizer: estamos mais do que colaborativos. Queremos derrotar no voto o novo tributo. Não ao aumento de carga tributária; não ao novo tributo. E temos confiança, a confiança de que o Governo não tem na sua base, achando que vai perder a votação aqui, nós temos na nossa base de oposição e temos em pessoas independentes da base governista. Então, a hora em que quiserem votar, estamos às ordens para o confronto, estamos às ordens para o cotejo, estamos às ordens para o desafio. Se quiserem falar a sério, defendam suas convicções, se é que as têm, nós defendemos a nossa. E a nossa é derrotar no voto, no plenário, a CSS, ainda antes do recesso Parlamentar.
Muito obrigado.
Meu voto nesta matéria, Sr. Presidente, é “não”.