RPG Brazilis
Era o último dia daquela jornada. O nobre Ezwold finalmente chegara aos pés do Monte Apocalipse, lar do Dragão das Eras, uma fera dita imortal, que guerreiro algum jamais havia sobrepujado, para conquistar o Grimório de N’mar’dil, o maior mago sinistro de todos os tempos, e o equipamento de todos os guerreiros que falharam em obtê-lo. Ele circundou a montanha e encontrou, enfim, a entrada para a caverna.
Lá dentro, ele encontrou uma pequena tribo de gnomos das trevas, que foram facilmente derrotados graças à sua perícia no uso da poderosa Espada de Andar, com a qual ele foi o primeiro a derrotar o troll Ulik, o terrível. Adiante, ele chegou ao lago de lava, o qual apenas aqueles capazes de cruzar pelas estalagmites que magicamente resistiam à lava poderiam cruzar. Um guerreiro com uma armadura corporal completa certamente pesaria demais para a tarefa, se não fosse a presença das Botas de Bóreas, conquistadas em combate contra o maligno elfo negro An’him, que reduziam o peso do seu utilizador e permitiam andar até pela mais fina camada de gelo com a mais pesada das cargas. O lago de lava não teve a menor chance.
Além da próxima passagem, havia um corredor escuro, com surtos de luz ao fundo. A travessia foi longa e cuidadosa, mas não haviam armadilhas preparadas. Ao final, ele viu a origem das luzes, o bafo flamejante do Dragão das Eras, que estava… roncando?
Aparentemente, Ezwold chegou na hora da soneca do Dragão das Eras. Sabendo reconhecer a oportunidade e, talvez, a sua melhor chance, ele investe com um poderoso golpe contra o pescoço da fera, apenas para que a assim dita invencível Espada de Andar se quebrasse. O dragão aparentemente nada sentiu. Ele pega sua menos invencível Claymore, com as runas de fogo que os druidas lhe deram, que quebra tão facilmente. Nada ainda. A massiva clava Esmagadora, leve como uma pluma, mas capaz de desferir terríveis golpes, faz com que o dragão tenha sua primeira reação digna de nota.
“Deixa eu dormir, porra.”
Ezwold está sem ação. Ele olha para seu arsenal humilhado, e olha ao redor. Não parece que ele seja um oponente à altura. O Dragão das Eras mal percebe a sua presença, e…
“Ô narrador!”
Hã? Eu?
“Sim. Escuta, já que o dragão parece que não vai colaborar, e que a história foi pro saco, que tal se a gente fizer um acordo?”
Comoassim? E como você está falando comigo? Que raios de acordo, vai lá matar o dragão, ou morrer tentando, você está estragando a minha história!
“Tive uma ideía melhor: você ‘vai ao banheiro’ e, na volta, talvez encontre algumas peças do tesouro escondido do Dragão das Eras, o que me diz?”
Hmmm…
“Talvez algumas páginas do Grimório de N’mar’dil, também.”
Galera, já volto, a natureza chama.
…
..
….
.
…
Onde eu estava? Ah, sim, o grande e nobre Ezwold conseguiu ser o primeiro a tirar o Grimório de N’mar’dil da posse do Dragão das Eras, cumprindo sua missão, ganhando 34500 XP e 10000 GP. Agora, vão lá que eu vou ler uns… e-mails.






