September 8, 2009

 Mar 

Morar na praia tem um elemento engraçado: você nunca está sozinho. Às vezes eu gosto de sair, no fim de tarde, pra caminhar pela areia vazia (porque existem praias onde ninguém quer ir, e essas são as melhores, onde você encontra os deuses antigos do mar e pode beber e trocar histórias com eles), e ouvir aquilo que está por todo lugar, em toda cidade: o quebrar de ondas do mar.

Água vem, água vai, e o som começa forte, intenso, mas vai se reduzindo, ficando mais devagar, mais calmo, mas não pára. E quando ele ameaça parar, vem outra onda e tudo começa de novo. Esse som está na beira do mar, mas também está dentro da cidade. Quem vive perto do mar sabe desse som em todos os lugares. O vento carrega para dentro da casa mais fechada, e a música mais alta não abafa. É o som da alma coletiva da humanidade explodindo palavras e emoções que somem, uma alma individual de cada vez.

Estar com saudades é como viver em uma cidade com praia.

August 22, 2009

 Protesto silencioso 

Toda revolução é sangrenta. Acho que foi Malcom X que disse isso, ou algo assim. A história do século XX teve grandes marcos nas guerras. A história anterior, também. O status quo raramente mudou em silêncio, mas aconteceu bastante no Brasil. A nossa independência foi comprada, nossa república foi só uma mudança de mãos do poder. O povo sempre teve a voz silenciosa da reclamação de bar, de salão.

Deixando o passado mais distante de lado, chegamos no mundo dos anos 60. A ditadura tentou silenciar a oposição e aí surgiram os grandes artistas. A música de protesto, que se estendeu por anos. Até hoje, aliás, embora hoje ela esteja praticamente morta. Foi comprada, esqueçam. E a música também já atingiu seus limites, hora de mudar de tática. Ou melhor, de somar táticas.

Música é propaganda. Ajuda a espalhar as idéias, o que é ótimo, mas pára aí. Eu já fui em shows onde a banda falava como se ao sair dali Sarney iria para uma cadeia. Se eu não tivesse certeza de que seria linchado, teria dito “Pô, não é por aí! Já notaram que todas as 20 pessoas aqui concordam com vocês?”.
Sim, porque o show era num moquifo vazio, e não tinha nem 30 pessoas no lugar. E todas concordavam com a banda. Notaram a falha?

É como a idéia do “protesto”. O “protesto indignado”. O “protesto silencioso”. Todos estão protestando, mas pra quê? Notaram que o Sarney está lá? O Lula é popular, FHC teve dois mandatos, e ninguém saiu por protesto. Dizem que o Collor, mas ele estava tão queimado que os caras-pintadas dificilmente seriam necessários. Minha teoria é de que eles foram uma extensão do mito do movimento estudantil. Felizmente, esse é um dos que já foi por terra, espero.

E claro, espalhar a idéia é uma boa, mas e depois? Quando você tiver um número razoável de pessoas que pensam como você, o que você faz? Partimos para a luta, certo? ERRADO. Revolução Russa. Revolução Francesa. A queda do Império Romano. Todos mudaram absolutamente nada. Derrubar estruturas de poder podres e depois instalar algo novo e melhor com certeza tem o seu valor, mas ignora o passo essencial: a manutenção.

A história mostra que o estado que as coisas são não muda. O poder tende a se concentrar na mão de poucos, e esses poucos abusam, até serem derrubados. Motivos pra isso seriam desviar do foco, mas vejam bem: é constante. Por que é constante? Por que as coisas mudam tanto e tão pouco sempre? Existe um padrão aí.
Interlúdio: quando eu era pequeno, eu era daquelas crianças que gostavam de Lego. Não que gostasse de brincar com ele, minha diversão era montar coisas, admirar por algum tempo, e destruir pra fazer outra. Passei muitas horas assim.
O padrão é que os revolucionários chegam, constroem, e depois vão embora. E surgem os parasitas. Acabei de perceber como isso também é parecido com o ciclo vital: nascemos, nos desenvolvemos, e então decaímos e somos decompostos. A diferença, aí, é que o organismo não tem opção, mas estruturas hierárquicas têm. E é nesse ponto que eu queria chegar.

Precisamos desabafar. Precisamos espalhar as idéias. Diachos, até uma revolução nas ruas é importante, ocasionalmente. Mas não basta. Chegar no ápice é importante, mas mais importante é manter-se lá. É afastar os parasitas. É o passo que falta: revolução nas urnas.

As pessoas reclamam da democracia. Reclamam de ter que votar, de que não tem em quem votar, mas vão e votam. Democracia é tão liberdade que o voto é obrigatório. Irônico, não? E, apesar das reclamações e queixas, como é que os mesmos nomes sempre voltam pro poder? Os mesmos nomes todas as vezes. É a falha no terceiro e mais importante passo, a revolução nas urnas. A democracia precisa do seu voto. Se você tem um candidato, apoie-o (só não saia sujando a cidade, por favor), vote nele. Se você não tem, então diga bem alto que não tem ninguém que merece seu apoio. Não vote no menor dos males, porque ele ainda vai te prejudicar.
E por que não se candidatar? Não como um candidato zombeteiro (embora eu adore um bom palhaço), mas como um candidato sério. E, se for eleito, ao invés de ceder aos impulsos, agir direito? Porque os eleitos têm opção, e quando vierem te oferecer algum suborno, você pode simplesmente dizer não. É algo a se pensar. Podem ter certeza que eu ainda vou aparecer em alguma cédula.

Precisamos de bons candidatos pra manter o que se construiu. Pra recuperar o que está se desfazendo. É hora de parar de desmontar os brinquedos e começar a brincar.

“Se eles já sabem quem somos, por que não falamos mais e mais alto?” (Jello Biafra)

April 28, 2009

 História 

Quero ver a história que teus olhos contam,
com o brilho próprio dos projetores de cinema,
que me mostram tua vida,
tuas agruras e alegrias,
teus caminhos perdidos e achados e o sorriso
que só os olhos sabem dar e que se projetam
nos meus vindos dos teus

Quero ler a história que teu corpo me conta
de por onde tu andou e o que pensa e sente agora,
do quanto gosta e desgosta
e gosta do gostar

Quero ouvir as histórias que tua voz me conta,
na língua tradicional dos humanos,
e ouvir teu passado,
teu presente,
teus pensamentos e sentimentos.

Quero sentir
vindo de ti
o cheiro do seu dia,
o quanto ele te cansou e descansou,
enquanto tu descansa no meu peito
imprimindo essa história no meu nariz
juntando ela com a minha em nós dois

Quero que tua língua conte para a minha
do que eu sei que tu sente e que eu sinto,
e que é simples e belo

Não quero as histórias do futuro
As do passado só quero para te conhecer
A do presente, vamos escrever,
E quero todas as nossas histórias juntas
naquele momento onde contamos
um ao outro,
por onde andamos,
com todos os sentidos.

O sentido é nosso para criar.

Da série “Poesia em cinco minutos”.
Espero não achar ruim amanhã de manhã. Culpem Nando Reis. “O sono é a poesia com um texto tátil”. Santa Maria. Ouçam.

December 31, 2008

 Resoluções 

2008 foi um ano ruim. Olhando pra trás, digo que 2008 não foi um ano agradável. Não que tenha sido totalmente horrível; certamente ele teve seus momentos, e foram vários. Afinal, estamos falando de um ano inteiro. Tem muitos momentos dentro de um ano, e as estatísticas são bem favoráveis de que vários desses momentos serão bons. O pessoal do TMRS, meu estágio, os truques novos que aprendi com malabares, os shows do Cordel e do Teatro Mágico, o teatro do Lirinha, aqueles meses que não voltam mais… tem tanta coisa. Mas também tem algumas das piores decisões que eu tomei nos últimos tempos. Teve muita coisa ruim, coisas que eu não devia ter dito, gente que eu não devia ter machucado, coisas que eu não deveria ter feito. Mas, como diria o sábio africano Pumbaa, “a gente tem que colocar o traseiro no passado”. O que passou passou, e é fácil falar nisso agora. O que está passando, por outro lado, é bem mais complicado. E o que vem, então? Cara, desse nem dá pra falar. Eu não sei, você sabe? O que dá pra fazer é fazer o que a gente acha melhor e esperar que acabe tudo bem. É o que eu faço, não sei se dá certo. Tem cada cagada que faz parecer que não tem diferença entre pensar no assunto e simplesmente tomar decisões aleatórias. Na boa, tenho minhas dúvidas sobre se essa diferença existe. Existe? Não sei, quem consegue viver assim me avise e a gente conversa e a gente pode chegar a uma conclusão.
Eu, por mais que sempre erre, tenho mania de pensar adiante. Eu observo, vejo tendências, de onde veio, como está e pra onde parece que vai, tomo decisões baseado nisso, e erro. Não é sempre, mas erro. E aí, o que a gente pensa quando o melhor não é bom o bastante? Não sei.

Mas vamos continuar planejando. Com sorte, isso ajuda a evitar os erros mais óbvios. No mínimo. Espero.

E é nesse espírito, e na noção absurda de que uma data escolhida arbitrariamente possui realmente alguma influência na nossa vida além daquela que nós lhe damos, nesse caso, o “ano novo”, que na verdade é uma data dentro de um contínuo, uma divisão dentro do conjunto não-discreto que é o tempo, uma tradição cujas origens são desconhecidas para a maioria das pessoas, inclusive para seu humilde escriba, que determino que, nos dias vindouros (e mesmo o dia é uma arbitrariedade)(necessária, mas ainda assim, arbitrária), faço-me as seguintes promessas com alguma intenção de cumprir:

  1. degustar menos doces mesmo que por razões puramente estéticas.
  2. engajar-me em alguma atividade física digna desse nome além de malabares (atualmente, nível de aprendiz em swing poi, devil e flower stick e nível auto-flagelamento no meteoro). Provavelmente a natação. Intento começar tão logo volte para São Leopoldo.
  3. programar mais mesmo sem idéias úteis (leia-se divertidas) de programas.
  4. ler mais considerando-se que nesse ano eu li certamente menos que 20 livros, espero ler mais. E ler certos livros, especialmente terminar O Lobo da Estepe, do bom Hesse.
  5. aumentar minhas reservas econômicas que andam bem baixas, devido à uma grande onda recente de gastos da qual eu ainda estou me recuperando. Não que eu me arrependa de algum centavo gasto. Mas, como diria o Tio Patinhas, “economizar é preciso”.
  6. desenrolar esse bagunçado novelo de lã que eu chamo de mente porque ultimamente eu ando bem confuso, e gostaria de voltar aquele estado onde eu não me sinto assim o tempo todo.
  7. completar certos projetos como o MeNaEscLi, o Mês Nacional de Escrever um Livro, e as idéias de flash mobs.
  8. manter o bom trabalho em causar estranheza para alguma pessoa, todos os dias não tive uma taxa de 100% de aproveitamento, em termos de dias, mas consegui balançar as idéias das pessoas de variadas maneiras esse ano.
  9. reaproximar-me de quem eu me distanciei é auto-explicativo.
  10. comprar um chapéu novo porque o atual é o único. Quero um Fedora e um Chaplin :-) além de outro no mesmo estilo do meu fiel companheiro xadrez

São as promessas que, na verdade, eu sempre me faço, e que nunca cumpro a contento. Mas isso provavelmente tem a ver com o fato de eu nunca achar que nada em que eu estou envolvido está totalmente bom, sempre espezinhando e catando erros, mesmo onde eles não existem ou onde eles não são importantes. Tenho que parar com isso também.

E você, que promessas faz pra si mesmo todo ano? E que promessas fez pra si mesmo esse ano?

December 25, 2008

 Ressucitando 2 — Poeminha 

Dois

Dois copos no lixo
Como duas janelas fechadas

Duas janelas quebradas
Como dois olhos vidrados

Dois olhos vidrados
Como dois gatos pirados

Dois gatos pirados
Como duas espadas cruzadas

Duas espadas cruzadas
Como 2x2 rimas incendiadas

2x2 rimas incediadas
Como dois abraços fechados
Como dois corações vidrados
Como dois amantes pirados
Como dois destinos cruzados

February 16, 2008

 Dia do prato 

Ok, quebrando o silêncio do blog, acho que agora eu já consigo escrever melhor. É, o dia do prato veio, e deu bái-bái-a-go-go de novo, e eu fiquei e estou malzão com isso. Mas é um olho chorando de alegria, e o outro de luto, gente. Ele veio, se foi, mas deixou uma certeza e uma promessa. E dessa vez vai ser. Eu entrei nisso com todas as dúvidas do mundo, mas eu acredito. Não é fácil, não é divertido, já falei “quémainão essa distância” mais vezes que eu me lembro, mas cara, eu seria um idiota se não tentasse. Essa certeza ficou.

E eu posso ser teimoso, tapado, perdido, ignorante (não que eu seja, quero dizer que eu POSSO ser), mas não sou idiota: É ela.

É só o que eu vou dizer aqui. O resto eu tenho que dizer é pra ela. Pra vocês, eu vou falar de webcomics, mas só depois.

“Como arroz e feijão
é feita de grão em grão
a nossa felicidade
como arroz e feijão
a perfeita combinação
soma de duas metades

como feijão e arroz
que só se encontram depois
de abandonar a embalagem
mas como entender que os dois
por serem feijão e arroz
se encontram só de passagem?

me jogo na panela
pra nela eu me perder
me sirvo à vontade
que vontade de te ver

o dia do prato chegou
é quando eu encontro você
nem me lembro o que foi diferente
mas assim como veio acabou
e quando eu penso em você
choro caféleite e você chora leitecafé
(O Teatro Mágico, “Pratododia”)

December 10, 2007

 Foda… 

…ou “Sobre como eu matei meu porquinho”*

Não, não resolvi aproveitar a onda de equinofilia. Esse texto é sobre uma das coisas mais incrivelmente fodásticas que existem: O TEATRO MÁGICO. Eu já devo ter falado (e pessoalmente devo ter insistido e repetido uns cem bilhões de vezes pra cada infeliz que teve que me aturar no meu princípio de fanatismo) sobre como o Teatro é incrível, foda, divertido, as letras são bem escritas pra caramba, o figurino deles é muito legal, blablabla etcétera e tal. Pois bem, eu admito erros, não tenho problemas com isso, e aqui vai a real: eu estava errado. Eles não são tudo isso.

Eles fazem “tudo isso” parecer um show da Ivete Sangalo. E eu não digo isso como elogio.

É lindo. “Lindo” é a palavra, cara, de encher os olhos. Na segunda música eu já tava me lavando em lágrimas, e não lembro de ter parado até depois do final (um pouco depois de eu estar abraçado nela enquanto o pessoal ia embora e berrar as três palavras que explicam o mundo). Tenho que lembrar de levar lenços em março :-) (eles vêm pro RS, e eu vou. Você vai perder?) Ver eu não vi tanto porque eu estava atrás de uma coluna (nota mental: chegar cedo), não deu pra ver parte do palco, mas eu vi muita coisa. Vi o Rober soprando fogo, vi as bonequinhas brigando, vi os malabarismos (cara, os malabaristas passavem pela gente pra chegar no palco sempre!), vi o “maluco” invadindo o palco, e vi até o Arnaldo Antunes (sim, cara, ele finalmente foi lá pra cantar “Sobre nomes”! E vestido à caráter, só faltou maquiagem! Muito muito INCRÍVEL!) cantando vestido de terno ao avesso e boné.

E nem só o que eu vi e ouvi. Também o que eu fiz, coisas que eu nunca senti grandes vontades: pulei até quase cair de costas no chão, berrei até quase detonar minha garganta, eu até dancei (mal, mal, MAL. Lobos não são dançarinos)(e é por isso que eu praticamente não guiei). Cara, eu não fui em muitos shows, até porque eu sou um porre pra música, eu sou exigente (o termo correto é “chato”). Mas, cara, não tinha como evitar. Berrei, chorei e dancei, tudo numa coisa só. Nunca, nunca e digo mais: nunca me diverti tanto. É a coisa mais divertida que eu já fiz, sem comparação com qualquer outra. Em março eu vou com um cartaz “Teatro Mágico no RS: eu quero isso todo dia”. E acho que mais gente devia fazer isso :-)

Claro, também existe outra possibilidade(fato: foi uma combinação das duas): que o show foi tão bom por causa de quem estava comigo, pra quem eu alterei tantas letras**. Teve que me aguentar cantando no ouvido o tempo inteiro, tadinha. Melhor companhia possível pra um show. De fato, tão boa que, se eu não tivesse fotos pra provar (e quando ela me mandar fotos eu terei mais provas), ia achar que eu sonhei tudo. E na real eu sonhei tudo, só que era sonho e realidade ao mesmo tempo.

E se o show já foi bom, vai ficar ainda melhor: vai virar DVD! Já comprei!
:-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D :-D
Depois de assistir ao show, é perfeitamente anormal não se apaixonar.

E eu tirei foto com alguns palhaços, incluindo o Anitelli! Cara***, se eu já era fã, agora eu sou 10^n, n -> infinito mais fã.

E vale mencionar: o resto do fim de semana (depois das 13:30 de sábado :-P ) foi o melhor da minha vida. Desde sempre. Mas melhores virão :-D

* Não é uma resenha. ^

** “o dia do prato chegou” (epa, essa eu não precisei mudar :-)
“se juntarmos você comigo / cordão umbilical e umbigo / a gente já é só um”
“eu sinto que sei que somos um canto bem maior” ^

*** Dá pra medir meu nível de entusiasmos pela quantidade de vezes que eu falo “cara”, mas isso funciona melhor pessoalmente. ^

Por sinal, meu porquinho está na UTI, mandem um cartão de melhoras pra ele :-(

Comentário do Edu, um palhaço que tava com a gente no show:
“Mas vocês dois, hein? Tava quase jogando querosene em vocês.”
:-D

November 27, 2007

 The Real Folk Blues 

A vida não é tão má no pântano lamacento,
Se vida for.

Eu adoro esse trecho. A música original é o tema de encerramento de Cowboy Bebop.

November 25, 2007

 Charada 

Sabem qual é a semelhança entre o Saara, o Polo Norte e a Floresta Amazônica?
A resposta está na linha abaixo, escondida:
Todos esses ambientes têm vida.

November 3, 2007

 TdE 2 

Assisti, e vou assistir de novo. Saí do cinema pensando “Esparta tem 300… o Brasil só tem 100.”
(mentira, pensei isso lá dentro, quando o Cap. Nascimento fala alguma coisa sobre 100 soldados)

E o filme é fantástico. Tirando uma leve falha de câmera na cena onde o Baiano manda a mulher pra casa da mãe (durante <1 segundo a imagem fica totalmente distorcida), que eu só notei porque eu sou chato pra caramba. Ótimo mesmo, fotografia boa, trilha sonora combinando perfeitamente, o roteiro é o clássico mocinho contra bandido, e eu adorei as partes onde faziam pressão naqueles estudantes de merda, que trabalhavam pros traficantes.

“Pra mim, quem ajuda traficante é cúmplice e tem que ir pra cadeia.” (Cap. Nascimento)

Vocês verão gente na mídia dizendo “ah, o filme trata todos os estudantes como maconheiros, drogados, traficantes, nãoseioquê”. Pergunto duas coisas: não acontece de verdade? Ninguém vende droga em faculdade? Vendem, usam. E todo mundo sabe. E todo mundo leva na boa, ninguém se importa em como é aplicada a grana que pagaram, playboyzinho tem que ter sua droga. Bando de viado!
E outra: é um filme, porra. Vai levar tudo o que você viu no cinema à ferro e fogo, então o senhor é um idiota, é um retardado! *tapão no retardado que acredita em tudo o que vê no cinema* Bota o moleque na conta do papa.

Todo mundo adora falar mal de polícia (eu incluso), mas eu prefiro filmes assim que façam a população ter os caras como modelo, do que ter uma molecada vestida de marginal e fazendo caras e gestos idiotas porque um bando de fanfarrões estadunidenses e brasileiros vendem músicabarulho. E quanto a falar mal de polícia, eu falo porque eu falo mal de todo mundo. Eu tou assistindo a sociedade ir à merda comendo pipoca, porque ninguém vai e ninguém quer fazer nada. Vão todos seguir meu exemplo? Beleza, só que o sofá é meu.

Se alguém ainda não assistiu esse filme, pergunto: tu tá esperando o quê? O SENHOR É UM FANFARRÃO, É UM DESOCUPADO! PEDE PRA ASSISTIR *tapa* PEDE PRA ASSISTIR, PORRA! *tapão* 05, traz o saco.

“Quando policial morre ninguém faz passeata, só pra esses burguesinhos.” (Matias)

E vou ler o livro.

P.S.: Encontrei o número 42 duas vezes seguidas no filme. É errado pensar que não foi coincidência?

E tem quem diga que brasileiro não sabe fazer filme. Porra nenhuma, bando de preconceituosos. Tropa de Elite vale 20 dos melhores filmes de guerra americanos. E o Rambo é uma bicha.

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Em caso de dúvidas, e-mêia eu, tio.


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