Engraçado como certos números parecem nos perseguir, não? Sete, três, dois, um, zero, quarenta e dois, eles estão em todo lugar (especialmente o 42). Sete maravilhas, santíssima trindade, os três troféus (campeão, vice e terceiro lugar), sete dias na semana, sete dias para criar o mundo (hahahahaha), código binário (zeros e uns), a resposta para a vida, o universo e tudo o mais (42). É evidente que os números estão à solta, mas no final é só mais uma questão de perspectiva: com as operações certas, fica fácil transformar um número em outro, e se você mantiver o nível das operações simples (evitem usar fatoriais ou logaritmos, por exemplo)(evitem especialmente logaritmos de fatoriais) as pessoas vão acreditar que não é apenas coincidência. É só saber manipular os números, e eu sei algo sobre isso. O bastante para achar 42 em qualquer lugar.
Mas esse post não é sobre números ou sobre 42, mas sobre sete. Mais especificamente, sete coisas sobre mim. Não me perguntem por quê sete, ou mesmo se vai ter sete (eu não sou bom em falar sobre mim), mas se quiserem saber de quem foi essa idéia, foi da blogueira mais doce da blogosfera. Diz ela que eu corro o risco de perder minha fortuna, minha família ficar louca e ser mandada para um manicômio em uma ilha deserta (se a ilha é deserta, como pode ter um manicômio?), e o pior, ficar broxa e minha mulher frígida. Mas eu não tenho fortuna, minha família já não bate 100% bem da bola, ilhas desertas não podem, por definição, conter manicômios, e eu mesmo que eu ficasse broxa, já existem pílulas que levantam até cadáveres :-) acho que estou seguro, mas como dizem, o seguro morreu de golpevelho.
Então, sem mais delongas:
1) Eu não sou ativo, sou reativo: eu sou seu melhor amigo, ou o cara mais chato e babaca e escroto que você vai conhecer em toda a sua vida. Na maior parte do tempo, a minha reação vai depender da sua. Se você for razoável, eu serei razoável. Se você for amigável, eu serei amigável. Se você me der um chute, eu chutarei seus dentes. Não é assim 100% do tempo, mas na maior parte do tempo é o que vale: não preciso ser gentil com babacas, mas se a pessoa for legal comigo, por que não ser legal com ela? Tenho certeza que todos pensam a mesma coisa sobre sua visão a respeito de relacionamentos com outras pessoas, mas me parece uma boa regra. Funciona, até agora, embora talvez me renda mais brigas do que a média de outras pessoas, mas eu não me importo muito (veja item 7)
2) Eu sou imprevisível: na verdade, eu me acho bastante previsível, o que deve significar que eu sigo um padrão, mas não um padrão com o qual as pessoas estão acostumadas. Esse post deve tornar o padrão mais óbvio, mas eu reconheço que a aleatoriedade de algumas coisas que eu faço deve incomodar algumas pessoas. O motivo é simples: acontecem coisas. Eu posso pensar de acordo com uma linha de pensamento LP1, e depois acontecer algo que vai me fazer mudar para uma linha de pensamento LP3. Diferentemente de Einstein, eu acredito que deus jogue dados com o universo, e aceito isso. Sabe, a vida é bastante aleatória, e eu não tento fingir o contrário, e tenho a impressão que sou mais saudável assim.
3) Provoque demais, e veja eu deixar de me importar: eu não perco muito tempo com pessoas que me incomodam. Às vezes têm aquelas pessoas que aparecem e enchem tanto o saco por qualquer motivo (querem um favor, ou querem “exigir sentimentos” (uma idéia absurda), ou qualquercoisa), e quando eu topo com uma dessas, eu aguento até certo ponto. Depois, eu deixo de me importar. Meu melhor exemplo é meu último namoro. A guria era paranóica, e achava que qualquer amiga minha tava dando em cima de mim, insistia que eu tava ficando com outras gurias, e martelou e incomodou tanto por isso que eu deixei de me importar, e realmente fiquei com outra guria. E não posso dizer que me sinto culpado, foi uma reação à ação dela (veja item 1). E é por aí, eu não aguento pessoas incômodas por muito tempo, e por que deveria? Não me venham com papo sobre “intenções”, porque nós sabemos qual é o pavimento do caminho pro inferno, certo?
(só pra concluir, um detalhe interessante: nenhuma das gurias acusadas tentou qualquer coisa comigo em qualquer momento, e a outra foi alguém totalmente de fora. Não consigo não achar esse detalhe divertido)
4) meu blog é autobiográfico: surpreendente, eu sei, mas por trás de contos, bobagens, frases, e afins, está a minha vida. Acho que é impossível escrever por muito tempo sem que isso aconteça. Claro, diferente de uns e outros que gostam de expor suas vidas na internet atrás de atenção ou diversão ou só um sentido pra continuar vivendo, eu não quero meu dia-a-dia exposto, então eu falo de modo extremamente sutil (ou não)(mas geralmente sim). Por exemplo, o último post foi uma explosão de stress causado por problemas autocausados (sabe quando você fica fazendo coisas que drenam tanto seu tempo que você perde noção das suas prioridades? Eu tenho que aprender a parar com isso). É o tipo de pensamento que me ocorre mais quando eu estou realmente nervoso, uma espécie de trava, porque eu nervoso não sou exatamente alguém com quem você possa levar uma discussão bacana.
5) Eu uso humor para lidar com situações difíceis: merda acontece. Dizia Siddartha que parte o caminho para a iluminação era ser capaz de viver o momento sem se preocupar com futuro ou presente. A preocupação com o passado é um fardo, e a ansiedade pelo futuro drena a felicidade do presente. E, no fim das contas, ambos são apenas coisas que existem na cabeça das pessoas (e o futuro geralmente existe só na sua). Eu dei toda essa volta para dizer o seguinte: não vale a pena agir como se as coisas fossem o fim do mundo, porque elas não são, e se você sabe disso fica mais fácil rir de um problema. Claro, nem sempre é possível, mas vale muito bem o esforço. Mas, oculto nas minhas piadas, tem sempre o meu ponto de vista sobre qualquer coisa, e obviamente as pessoas sabem disso, o que lhes permite entender tudo errado com mais eficiência.
6) Eu uso meus defeitos para sondar pessoas: eu não faço a barba, eu uso tênis detonados (e extremamente confortáveis), eu faço muitas piadas, e faço muitas piadas ruins, eu sou esquecido, tenho vários defeitos, e alguns deles eu “uso” para afastar pessoas que não valem a pena deixar se aproximar. Hoje em dia eu vejo que faço isso há muito muito tempo, mas só recentemente tomei consciência, e ainda assim, só noto depois que o inconveniente foi embora (”ufa, que sorte, imagina se eu não soubesse antes o quanto ele/ela era babaca?”)(eu sou extremamente lento com sutilezas). Pessoas que julgam pelas aparências normalmente se afastam de mim, e pessoas com bom senso de humor se aproximam. Muito legal, não?
7) O blues comanda o jogo: “viver é uma aposta, querida, e amar é a mesma coisa. Onde quer que eu tenha jogado, onde quer que jogue aqueles dados, onde quer que eu jogue, o blues manda no jogo.” Essa música eu conheço tocada pelo Counting Crows, e o nome é Blues Runs the Game, e é mais ou menos assim que eu vejo a vida: estamos apostando. Você aposta que uma pessoa vai ser boa, e trata ela bem, ou não. Você aposta que alguém vai ficar do seu lado pelo resto da vida e depois descobre que essa pessoa vai te deixar na semana seguinte. Você aposta que as pessoas não vão cometer as mesmas cagadas de novo. Não dá pra saber como vai ser qualquer coisa que você faça. A vida é cheia demais de elementos caóticos para simplesmente fazermos planos e ficar nervosos quando eles não saem como esperados, e é o que muita gente faz. Eu já fui assim, mas felizmente cresci um pouco mais nos últimos tempos, o bastante pra saber disso. E outro problema (crônico, da parte da maioria das pessoas, e minha também), é que nós vemos as coisas sempre pelo lado negativo. Tenho conseguido mudar isso em mim, mas tenho certeza que outras pessoas não têm a mesma sorte. Eu consigo ver dois meses de diversão e dois anos de dor pelo que eles foram, e consigo vezes o bastante pra ficar feliz :-)
A estrada pode ser longa e escura, mas tenho certeza que, se continuar caminhando, vou achar algo, como a lua brilhando lá no alto.
E era isso. Será que eu faço mais sentido agora? Tomara que não, eu adoro o olhar de confusão na cara das pessoas.
Bom, como é tradicional, passo agora a maldição adiante:
Morgana E Juliana, porque essa dupla é incrível.
Nathy, porque ela está na TV e quem está na TV sempre acaba com esses pepinos.
Egídio, o cara com a chapinha mais bem-feita do universo :-D
Caetano, porque ele (não) toca Raul.
Thahy, mãe do leão mais legal do mundo.
Maria, porque ela tá à toa.
_g, porque ele é uma bola azul sorridente com fones de ouvido.
Fernanda, que por não ser blogueira vai ter que me responder por e-mail.