May 10, 2008

 Conchinchina 

Siga o caminho que a pedra aponta
para o norte, e ao leste do oeste
no caminho por onde o rei perdeu a moeda
e onde o camponês virou rei
e onde enterraram a bota do gato

Ande até para sempre
e ao chegar lá, pegue a esquerda de quem vem do tudo
mas caminhe por baixo de quem vem do nada

E, ao chegar na Conchinchina
procure a venda do Seu Chang
Mande-lhe as minhas estimas
e diga-lhe que pagá-lo-ei em breve.
Obrigado.

December 19, 2007

 Caminhada 

Certa vez, dois monges andavam pela floresta. Um deles a conhecia bem, e o outro estava lá pela primeira vez. No entanto, ambos caminhavam lado a lado, no mesmo ritmo. Caminhavam em silêncio, quebrado ocasionalmente pelo monge que não conhecia o caminho. Ele caía, tropeçava, quebrava galhos, e escorregou no lago. O primeiro monge, à cada incidente, oferecia-se para ir na frente mostrando o melhor caminho, e assim fazia. Mas logo ambos estavam novamente, no mesmo ritmo, lado a lado.

Em certo momento, o primeiro monge desistiu e simplesmente seguiu seu caminho.

Depois de uma longa caminhada, ambos chegaram ao seu destino.

Feche os olhos e abra os olhos. Enxergue.

November 25, 2007

 Charada 

Sabem qual é a semelhança entre o Saara, o Polo Norte e a Floresta Amazônica?
A resposta está na linha abaixo, escondida:
Todos esses ambientes têm vida.

October 20, 2007

 Diálogo 

- Ei, em que dia estamos?
- Hoje.
- Não, do mês.
- Hoje, cara! Que outro dia poderia ser?

E eu sempre digo que as pessoas fazem distinções demais.

 Revelações: Epílogo 

O significado está aí para que vocês o vejam.

Esses últimos posts foram uma espécie de koan desajeitado e perdido, afinal eu não sou um buda ou um ’satva, não sou nem um mestre. Sou só um novato batendo palmas e estralando dedos como se isso significasse alguma coisa, e que de vez em quando consegue dar uma espiada no Grande Quadro.

Enfim, esse é o grande truque: a escolha que se faz, do caminho a seguir. O caminho em si não significa nada.

Lembram que eu falei que essa semana teria algo de diferente? Bom, eu vou supor que foi o meu sequestro e me considerar quites com o universo.

As coincidências e os significados estão aí, afinal de contas.

September 2, 2007

 Pessoa 

IX - Sou um Guardador de Rebanhos

Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os
E com o nariz e a boca.

Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto.
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,

Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.

Gosto desse poema desde sempre, mas acho que tem a ver com aquela arrogância juvenil que me fazia acreditar que eu realmente sabia a verdade.

Hoje em dia, sou mais sábio em minha ignorância, e continuo feliz.

Por sinal, Fernando Pessoa, Guardador de Rebanho.
Bom até se você não gostar de poesia.

August 31, 2007

 7 

Engraçado como certos números parecem nos perseguir, não? Sete, três, dois, um, zero, quarenta e dois, eles estão em todo lugar (especialmente o 42). Sete maravilhas, santíssima trindade, os três troféus (campeão, vice e terceiro lugar), sete dias na semana, sete dias para criar o mundo (hahahahaha), código binário (zeros e uns), a resposta para a vida, o universo e tudo o mais (42). É evidente que os números estão à solta, mas no final é só mais uma questão de perspectiva: com as operações certas, fica fácil transformar um número em outro, e se você mantiver o nível das operações simples (evitem usar fatoriais ou logaritmos, por exemplo)(evitem especialmente logaritmos de fatoriais) as pessoas vão acreditar que não é apenas coincidência. É só saber manipular os números, e eu sei algo sobre isso. O bastante para achar 42 em qualquer lugar.

Mas esse post não é sobre números ou sobre 42, mas sobre sete. Mais especificamente, sete coisas sobre mim. Não me perguntem por quê sete, ou mesmo se vai ter sete (eu não sou bom em falar sobre mim), mas se quiserem saber de quem foi essa idéia, foi da blogueira mais doce da blogosfera. Diz ela que eu corro o risco de perder minha fortuna, minha família ficar louca e ser mandada para um manicômio em uma ilha deserta (se a ilha é deserta, como pode ter um manicômio?), e o pior, ficar broxa e minha mulher frígida. Mas eu não tenho fortuna, minha família já não bate 100% bem da bola, ilhas desertas não podem, por definição, conter manicômios, e eu mesmo que eu ficasse broxa, já existem pílulas que levantam até cadáveres :-) acho que estou seguro, mas como dizem, o seguro morreu de golpevelho.

Então, sem mais delongas:
1) Eu não sou ativo, sou reativo: eu sou seu melhor amigo, ou o cara mais chato e babaca e escroto que você vai conhecer em toda a sua vida. Na maior parte do tempo, a minha reação vai depender da sua. Se você for razoável, eu serei razoável. Se você for amigável, eu serei amigável. Se você me der um chute, eu chutarei seus dentes. Não é assim 100% do tempo, mas na maior parte do tempo é o que vale: não preciso ser gentil com babacas, mas se a pessoa for legal comigo, por que não ser legal com ela? Tenho certeza que todos pensam a mesma coisa sobre sua visão a respeito de relacionamentos com outras pessoas, mas me parece uma boa regra. Funciona, até agora, embora talvez me renda mais brigas do que a média de outras pessoas, mas eu não me importo muito (veja item 7)

2) Eu sou imprevisível: na verdade, eu me acho bastante previsível, o que deve significar que eu sigo um padrão, mas não um padrão com o qual as pessoas estão acostumadas. Esse post deve tornar o padrão mais óbvio, mas eu reconheço que a aleatoriedade de algumas coisas que eu faço deve incomodar algumas pessoas. O motivo é simples: acontecem coisas. Eu posso pensar de acordo com uma linha de pensamento LP1, e depois acontecer algo que vai me fazer mudar para uma linha de pensamento LP3. Diferentemente de Einstein, eu acredito que deus jogue dados com o universo, e aceito isso. Sabe, a vida é bastante aleatória, e eu não tento fingir o contrário, e tenho a impressão que sou mais saudável assim.

3) Provoque demais, e veja eu deixar de me importar: eu não perco muito tempo com pessoas que me incomodam. Às vezes têm aquelas pessoas que aparecem e enchem tanto o saco por qualquer motivo (querem um favor, ou querem “exigir sentimentos” (uma idéia absurda), ou qualquercoisa), e quando eu topo com uma dessas, eu aguento até certo ponto. Depois, eu deixo de me importar. Meu melhor exemplo é meu último namoro. A guria era paranóica, e achava que qualquer amiga minha tava dando em cima de mim, insistia que eu tava ficando com outras gurias, e martelou e incomodou tanto por isso que eu deixei de me importar, e realmente fiquei com outra guria. E não posso dizer que me sinto culpado, foi uma reação à ação dela (veja item 1). E é por aí, eu não aguento pessoas incômodas por muito tempo, e por que deveria? Não me venham com papo sobre “intenções”, porque nós sabemos qual é o pavimento do caminho pro inferno, certo?
(só pra concluir, um detalhe interessante: nenhuma das gurias acusadas tentou qualquer coisa comigo em qualquer momento, e a outra foi alguém totalmente de fora. Não consigo não achar esse detalhe divertido)

4) meu blog é autobiográfico: surpreendente, eu sei, mas por trás de contos, bobagens, frases, e afins, está a minha vida. Acho que é impossível escrever por muito tempo sem que isso aconteça. Claro, diferente de uns e outros que gostam de expor suas vidas na internet atrás de atenção ou diversão ou só um sentido pra continuar vivendo, eu não quero meu dia-a-dia exposto, então eu falo de modo extremamente sutil (ou não)(mas geralmente sim). Por exemplo, o último post foi uma explosão de stress causado por problemas autocausados (sabe quando você fica fazendo coisas que drenam tanto seu tempo que você perde noção das suas prioridades? Eu tenho que aprender a parar com isso). É o tipo de pensamento que me ocorre mais quando eu estou realmente nervoso, uma espécie de trava, porque eu nervoso não sou exatamente alguém com quem você possa levar uma discussão bacana.

5) Eu uso humor para lidar com situações difíceis: merda acontece. Dizia Siddartha que parte o caminho para a iluminação era ser capaz de viver o momento sem se preocupar com futuro ou presente. A preocupação com o passado é um fardo, e a ansiedade pelo futuro drena a felicidade do presente. E, no fim das contas, ambos são apenas coisas que existem na cabeça das pessoas (e o futuro geralmente existe só na sua). Eu dei toda essa volta para dizer o seguinte: não vale a pena agir como se as coisas fossem o fim do mundo, porque elas não são, e se você sabe disso fica mais fácil rir de um problema. Claro, nem sempre é possível, mas vale muito bem o esforço. Mas, oculto nas minhas piadas, tem sempre o meu ponto de vista sobre qualquer coisa, e obviamente as pessoas sabem disso, o que lhes permite entender tudo errado com mais eficiência.

6) Eu uso meus defeitos para sondar pessoas: eu não faço a barba, eu uso tênis detonados (e extremamente confortáveis), eu faço muitas piadas, e faço muitas piadas ruins, eu sou esquecido, tenho vários defeitos, e alguns deles eu “uso” para afastar pessoas que não valem a pena deixar se aproximar. Hoje em dia eu vejo que faço isso há muito muito tempo, mas só recentemente tomei consciência, e ainda assim, só noto depois que o inconveniente foi embora (”ufa, que sorte, imagina se eu não soubesse antes o quanto ele/ela era babaca?”)(eu sou extremamente lento com sutilezas). Pessoas que julgam pelas aparências normalmente se afastam de mim, e pessoas com bom senso de humor se aproximam. Muito legal, não?

7) O blues comanda o jogo: “viver é uma aposta, querida, e amar é a mesma coisa. Onde quer que eu tenha jogado, onde quer que jogue aqueles dados, onde quer que eu jogue, o blues manda no jogo.” Essa música eu conheço tocada pelo Counting Crows, e o nome é Blues Runs the Game, e é mais ou menos assim que eu vejo a vida: estamos apostando. Você aposta que uma pessoa vai ser boa, e trata ela bem, ou não. Você aposta que alguém vai ficar do seu lado pelo resto da vida e depois descobre que essa pessoa vai te deixar na semana seguinte. Você aposta que as pessoas não vão cometer as mesmas cagadas de novo. Não dá pra saber como vai ser qualquer coisa que você faça. A vida é cheia demais de elementos caóticos para simplesmente fazermos planos e ficar nervosos quando eles não saem como esperados, e é o que muita gente faz. Eu já fui assim, mas felizmente cresci um pouco mais nos últimos tempos, o bastante pra saber disso. E outro problema (crônico, da parte da maioria das pessoas, e minha também), é que nós vemos as coisas sempre pelo lado negativo. Tenho conseguido mudar isso em mim, mas tenho certeza que outras pessoas não têm a mesma sorte. Eu consigo ver dois meses de diversão e dois anos de dor pelo que eles foram, e consigo vezes o bastante pra ficar feliz :-)
A estrada pode ser longa e escura, mas tenho certeza que, se continuar caminhando, vou achar algo, como a lua brilhando lá no alto.

E era isso. Será que eu faço mais sentido agora? Tomara que não, eu adoro o olhar de confusão na cara das pessoas.

Bom, como é tradicional, passo agora a maldição adiante:
Morgana E Juliana, porque essa dupla é incrível.
Nathy, porque ela está na TV e quem está na TV sempre acaba com esses pepinos.
Egídio, o cara com a chapinha mais bem-feita do universo :-D
Caetano, porque ele (não) toca Raul.
Thahy, mãe do leão mais legal do mundo.
Maria, porque ela tá à toa.
_g, porque ele é uma bola azul sorridente com fones de ouvido.
Fernanda, que por não ser blogueira vai ter que me responder por e-mail.

August 13, 2007

 Diálogo 

“Era como se eu a conhecesse. Ela era minha mais antiga e mais querida amiga. O tipo de pessoa pra quem você pode contar qualquer coisa, não importa o quanto seja ruim, e que vai continuar te amando, porque te conhece.”
(Brant Tucker, sobre a Morte, em Sandman #56)

Certo dia, eu estava sentado num banco, em uma praça. Pessoas iam e vinham, com seus cães e bicicletas e corpos pingando suor na areia. Eu, por minha vez, pingava suor apenas porque o dia estava insuportavelmente quente. Por algum motivo, usar minha camiseta de lobo e minha calça verde-escura com tecido pesado parecia uma boa idéia (e talvez esse motivo seja porque estamos no inverno, e estava fazendo um calor desgraçado aqui), e agora era tarde demais pra voltar. Eu nem sabia o que estava fazendo ali, até que ela chegou.

Ela, ao menos, era um pouco mais esperta que eu. Sua blusa preta de alcinha com certeza era mais quente que a minha camiseta de malha pesada, e seus jeans, também pretos pareciam tão bons quanto. Dizem que pessoas brancas (e acreditem, ela é branca, ao ponto de me fazer parecer bronzeado) sofrem mais quando o sol quente bate na sua pele, mas se ela sentia qualquer desconforto, escondia muito bem, ali para de pé. O sorriso, maravilhoso como sempre, contrastava com aquela tatuagem embaixo do olho que parecia descrever a trajetória de uma lágrima que sumiu no meio do seu rosto. Os olhos, uma mistura única de alegria e tristeza, me encaravam meio de lado, de um jeito
que, vindo de qualquer outra pessoa, seria zombeteiro, mas eu a conhecia bem o bastante pra saber que ela nunca zombaria de mim. Para alguém tão divertida, a Morte era bastante séria.

- Então é isso, já morri? - perguntei, sem desviar os olhos do nada
que eu observava à minha frente.
- Morrer? Você quer morrer? - ela perguntou, parte curiosa, parte rindo.
- Claro que não. Quem quer morrer?
- Pessoas que nasceram mas ainda não viveram. Você se surpreenderia com quantos existem.
- Surpreender? Sei lá, acho que duvido. Já vi muitos idiotas do tipo.
- Ah, mas sempre tem um idiota pior para te surpreender, e ele sempre aparece quando você acha que não pode piorar.
- Então… já que não vou morrer, a que devo a visita?
- Ah, eu tenho que estar aqui em meia hora, e te vi aqui meio cabisbaixo, resolvi dar um olá.
- Engraçado… eu tava com a sensação de que deveria estar aqui hoje. De fato, nem estou triste, estou só naquela calmaria lenta e pensativa, e estava esperando algo. Acho que era você.
- É, de certa forma, todos esperam por mim.
- … mas nenhum quer realmente te encontrar.
Ela gargalha. Uma gargalhada sonora, alta, ininterrupta, límpida. Poderia ser uma música.
- E então?
- Então… o quê?
- O que você queria me dizer?
- Nada, eu acho. Sei lá, não tenho pensado muito usando palavras, minha mente anda mais uma mistura de sensações e sentimentos e imagens, como se eu jogasse tudo em um liquidificador gigante e o resultado fosse o que está se passando na minha cabeça.
- Hmm.
- Se fosse qualquer outra pessoa, eu estaria sendo considerado doido por dizer isso, mas aposto que vocÊ me entende, né?
- É, mas eu entendo todo mundo.
- Heh algum dia eu chego lá.
- Chega sim. Todos chegam, alguns só demoram demais.
Mais gargalhadas. Dessa vez minhas. Comparadas com as dela, era como se fosse uma garça sendo estrangulada, mas não deu pra segurar.
- O que é tão engraçado?
- Que, quando eu me sinto deprimido, esses papos com a Morte me animam. É irônico, não?
- Não muito. Seria realmente estranho se você se animasse sem pensar em mim. Sabe, eu sou parte da sua vida.
- E uma parte muito agradável, quando deixamos de ter medo de você.
- Ora… obrigada. - ela responde, meio sem jeito. E posso ter delirado, mas nesse momento eu acho que vi a Morte corar levemente. Deve ser ilusão de grandeza.

Pouco a frente, um cachorro escapa da coleira e sai correndo. Seu dono tenta alcançá-lo, sem prestar atenção em nada na sua frente. “É ele?”, perguntei. Ela apenas abanou a cabeça, olhando fixamente pra escada logo adiante.
O cachorro se aproxima de nós, e nisso eu levanto do banco e o agarro o fujão. O dono vai desacelerando pouco a pouco, agradece e vai embora. Não acontece nada quando ele chega na escada, o que me deixa um tanto confuso. Extremamente confuso, a julgar pela reação da moça-entidademetafísica ao meu lado.
- Antes que você pergunte - ela começa - eu não planejei nada disso.
E, cantarolando, ela vai embora. Realmente, não tem como não amar a Morte.

July 25, 2007

 Férias 

Menos mundo no mundo, o rio do paraíso leva uma folha marrom por suas correntezas, os animais bebem sua água, e a paz é eterna.

July 23, 2007

 Lição do dia 

Algumas virtudes anulam outras. O mesmo vale para alguns defeitos.
Isso também vale para atos.

Acho que é o que chamam de ambiguidade. Eu achei que sabia isso.

July 10, 2007

 Anotações — Fluxo 

As pessoas ainda não descobriram, mas existe, na Estrutura, uma coisa chamada “Fluxo”. O Fluxo é o movimento do todo em uma determinada direção. É como um rio: cada gota é empurrada adiante pelas gotas atrás de si, e o todo é direcionado por um número de coisas, que podem ser definidas, grosso modo, como “margem”.

As gotas de um riacho, embora sigam direções diferentes (especialmente nas curvas), rumam para um destino em comum. Da mesma forma, nós somos guiados de um lado para o outro rumo a um destino comum. Existe uma certa interligação nisso, cada gota direciona as que estão ao seu redor, e todo o rio segue uma mesma direção. E todas as gotas, eventualmente, passam pelo mesmo caminho.

Eu sei que isso soa parecido com “OHMYDOG então está tudo escrito em pedra, e não há nada que possamos fazer por nossas vidas, eu estou deprimido(a)”, mas não é essa a idéia. O tempo corre em uma só direção e, embora o caminho já percorrido seja imutável “agora”, antes ele era uma opção. Da mesma forma, o que está por vir será “imutável” depois que passar. É disso que estou falando, não de mãos de fogo que escrevem em pedra.

Claro, “gota” é uma subdivisão de “água”, que compõe o “rio”. Nós somos a água e individualmente somos a gota, depende do ponto de vista. É a divisão clássica (e potencialmente errônea) do universo entre a coisa Eu e a coisa Não-Eu. Nesse sentido, talvez “margem” fossem as consequências, o movimento de uma gota reverberando ao redor, causando pequenas mudanças.

Só não me perguntem o que eu quero dizer com isso. Ainda não sei. Por enquanto, considerem isso obviedades inúteis escritas antes de dormir.
Boa noite o/

 home  Admin  e-mail  flickr  orkut  twitter/ornitorrinco

Os comentários aqui são moderados. Isso significa que eles têm que ser aprovados antes de aparecer.

Em caso de dúvidas, e-mêia eu, tio.


Links:
Categorias:

Arquivos:
November 2009
M T W T F S S
« Oct    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  


Feeds:
Dessa vez, template feito totalmente pelo Ornitorrinco



spam poison   

Eliminate DRM!
Proteja sua liberdade!


BlogBlogs.Com.Br

Pingar o BlogBlogs

Adicionar aos Favoritos BlogBlogs

Creative Commons License