August 22, 2009

 Protesto silencioso 

Toda revolução é sangrenta. Acho que foi Malcom X que disse isso, ou algo assim. A história do século XX teve grandes marcos nas guerras. A história anterior, também. O status quo raramente mudou em silêncio, mas aconteceu bastante no Brasil. A nossa independência foi comprada, nossa república foi só uma mudança de mãos do poder. O povo sempre teve a voz silenciosa da reclamação de bar, de salão.

Deixando o passado mais distante de lado, chegamos no mundo dos anos 60. A ditadura tentou silenciar a oposição e aí surgiram os grandes artistas. A música de protesto, que se estendeu por anos. Até hoje, aliás, embora hoje ela esteja praticamente morta. Foi comprada, esqueçam. E a música também já atingiu seus limites, hora de mudar de tática. Ou melhor, de somar táticas.

Música é propaganda. Ajuda a espalhar as idéias, o que é ótimo, mas pára aí. Eu já fui em shows onde a banda falava como se ao sair dali Sarney iria para uma cadeia. Se eu não tivesse certeza de que seria linchado, teria dito “Pô, não é por aí! Já notaram que todas as 20 pessoas aqui concordam com vocês?”.
Sim, porque o show era num moquifo vazio, e não tinha nem 30 pessoas no lugar. E todas concordavam com a banda. Notaram a falha?

É como a idéia do “protesto”. O “protesto indignado”. O “protesto silencioso”. Todos estão protestando, mas pra quê? Notaram que o Sarney está lá? O Lula é popular, FHC teve dois mandatos, e ninguém saiu por protesto. Dizem que o Collor, mas ele estava tão queimado que os caras-pintadas dificilmente seriam necessários. Minha teoria é de que eles foram uma extensão do mito do movimento estudantil. Felizmente, esse é um dos que já foi por terra, espero.

E claro, espalhar a idéia é uma boa, mas e depois? Quando você tiver um número razoável de pessoas que pensam como você, o que você faz? Partimos para a luta, certo? ERRADO. Revolução Russa. Revolução Francesa. A queda do Império Romano. Todos mudaram absolutamente nada. Derrubar estruturas de poder podres e depois instalar algo novo e melhor com certeza tem o seu valor, mas ignora o passo essencial: a manutenção.

A história mostra que o estado que as coisas são não muda. O poder tende a se concentrar na mão de poucos, e esses poucos abusam, até serem derrubados. Motivos pra isso seriam desviar do foco, mas vejam bem: é constante. Por que é constante? Por que as coisas mudam tanto e tão pouco sempre? Existe um padrão aí.
Interlúdio: quando eu era pequeno, eu era daquelas crianças que gostavam de Lego. Não que gostasse de brincar com ele, minha diversão era montar coisas, admirar por algum tempo, e destruir pra fazer outra. Passei muitas horas assim.
O padrão é que os revolucionários chegam, constroem, e depois vão embora. E surgem os parasitas. Acabei de perceber como isso também é parecido com o ciclo vital: nascemos, nos desenvolvemos, e então decaímos e somos decompostos. A diferença, aí, é que o organismo não tem opção, mas estruturas hierárquicas têm. E é nesse ponto que eu queria chegar.

Precisamos desabafar. Precisamos espalhar as idéias. Diachos, até uma revolução nas ruas é importante, ocasionalmente. Mas não basta. Chegar no ápice é importante, mas mais importante é manter-se lá. É afastar os parasitas. É o passo que falta: revolução nas urnas.

As pessoas reclamam da democracia. Reclamam de ter que votar, de que não tem em quem votar, mas vão e votam. Democracia é tão liberdade que o voto é obrigatório. Irônico, não? E, apesar das reclamações e queixas, como é que os mesmos nomes sempre voltam pro poder? Os mesmos nomes todas as vezes. É a falha no terceiro e mais importante passo, a revolução nas urnas. A democracia precisa do seu voto. Se você tem um candidato, apoie-o (só não saia sujando a cidade, por favor), vote nele. Se você não tem, então diga bem alto que não tem ninguém que merece seu apoio. Não vote no menor dos males, porque ele ainda vai te prejudicar.
E por que não se candidatar? Não como um candidato zombeteiro (embora eu adore um bom palhaço), mas como um candidato sério. E, se for eleito, ao invés de ceder aos impulsos, agir direito? Porque os eleitos têm opção, e quando vierem te oferecer algum suborno, você pode simplesmente dizer não. É algo a se pensar. Podem ter certeza que eu ainda vou aparecer em alguma cédula.

Precisamos de bons candidatos pra manter o que se construiu. Pra recuperar o que está se desfazendo. É hora de parar de desmontar os brinquedos e começar a brincar.

“Se eles já sabem quem somos, por que não falamos mais e mais alto?” (Jello Biafra)

April 28, 2009

 História 

Quero ver a história que teus olhos contam,
com o brilho próprio dos projetores de cinema,
que me mostram tua vida,
tuas agruras e alegrias,
teus caminhos perdidos e achados e o sorriso
que só os olhos sabem dar e que se projetam
nos meus vindos dos teus

Quero ler a história que teu corpo me conta
de por onde tu andou e o que pensa e sente agora,
do quanto gosta e desgosta
e gosta do gostar

Quero ouvir as histórias que tua voz me conta,
na língua tradicional dos humanos,
e ouvir teu passado,
teu presente,
teus pensamentos e sentimentos.

Quero sentir
vindo de ti
o cheiro do seu dia,
o quanto ele te cansou e descansou,
enquanto tu descansa no meu peito
imprimindo essa história no meu nariz
juntando ela com a minha em nós dois

Quero que tua língua conte para a minha
do que eu sei que tu sente e que eu sinto,
e que é simples e belo

Não quero as histórias do futuro
As do passado só quero para te conhecer
A do presente, vamos escrever,
E quero todas as nossas histórias juntas
naquele momento onde contamos
um ao outro,
por onde andamos,
com todos os sentidos.

O sentido é nosso para criar.

Da série “Poesia em cinco minutos”.
Espero não achar ruim amanhã de manhã. Culpem Nando Reis. “O sono é a poesia com um texto tátil”. Santa Maria. Ouçam.

February 13, 2009

 Rendição 

Ok, humanos, eu me rendo. Na verdade, já há muito desisti, só que hoje formalizo minha rendição. Sou obstinado, persistente, teimoso até, mas a sabedoria exige o reconhecimento das batalhas perdidas que não merecem ser travadas. E a interação social seguindo suas regras é uma delas.

Tentei aprender, como melhor faço: observação. Acredito que, com observação e com a mente apurada o suficiente, não há sistema lógico que não possa ser decifrado; mas essa regra vale apenas para sistemas lógicos. Interações entre humanos não são lógicas, ou talvez o sejam, mas sua natureza não-determinística impede que sejam reduzidas a um número adequado de algoritmos bem-definidos. Pelo contrário, a quantidade de desvios e exceções e variáveis aumentam rumo ao infinito. Há sim um conjunto de regras básicas, em especial para relacionamentos mais distantes, como conhecidos ou parentes distantes. E mesmo nesses casos, é normalmente aceito, é impossível atingir algo próximo à adequação em cem por cento dos casos. O que resta, então, senão a rendição? Desisto, então, prezados e nem tanto, de tentar participar de sua tão aclamada civilização.

Ao menos, em seus termos. Explico-me.

Assim como muitos (e, bom ou mau, muito poucos), estou agora impondo meu próprio conjunto de regras para interações. Sei que nenhum ou poucos irão compreendê-las em sua plenitude, ou mesmo aceitá-las, mas espero conseguir transmitir a estrutura lógica que as guia.

A primeira é repúdio total ao tratamento melhor que polido e frio à pessoas que me desagradam, seja pelo motivo que for. O motivo mais forte é que, ao meu ver, tratar pessoas desagradáveis tal como eu trato amigos é uma ofensa aos últimos, que possuem características que eu considero virtuosas, e que me tratam com o respeito e o carinho que os primeiros não demonstram. Igualar ambos é um ato que beira o criminoso.

Eu renuncio toda sutileza absurda. A interação é muitas vezes dificultada pelo abuso de comunicação que ocorre em um nível imperceptível e sinais dúbios. Esses procedimentos inserem um nível de ruído na comunicação tamanho que é surpreendente que quaiquer duas pessoas se entendam. É como procurar padrões na fumaça, o que deve explicar a atração de certas pessoas por ele. Por ser inevitável, eu continuarei tentando encontrar esses padrões na fumaça (mesmo sabendo que, em nível atômico, eles são óbvios e belos), mas reservo-me o direito de abdicar deles em absoluto. Não tenho necessidade ou desejo de comunicar nada além daquilo que desejo comunicar.
Ou, resumidamente, “sim é sim, não é não, talvez é talvez”. Aquilo que eu digo significa exatamente aquilo que quer dizer. Nem mais nem menos.

Reivindico os direitos roubados pelas bazófias de bufões: direito à solidão, à melancolia, à ignorância saudável, aos “defeitos”. Nada tenho contra a provocação bem-intencionada, contra a sátira, mas ergo minha voz contra a acidez desnecessária, o ataque e toda a agressividade contra os defeitos não-danosos. Estar sozinho é um direito e, segundo minha crença, condição irrevogável para uma mente saudável, permite à pessoa ordenar os pensamentos, meditar e atingir conclusões próprias. A melancolia, semelhantemente, permite uma alteração no ponto de vista, por vezes benéfica. A ignorância saudável, aquela que admite que não sabe e busca o conhecimento. Em suma, reivindico todos os defeitos não danosos ao ser e aos outros.

Esses são meus termos e, aceitos ou não, constituem minha renúncia às regras, formais ou não, instituídas pela sociedade e minha desistência de tentar a adaptação, e o compromisso com um conjunto específico de regras: o meu.

Assinado,
O Ornitorrinco.

January 22, 2009

 Criança 

Criança

Mãe, por que o céu é azul?
Mãe, por que preciso tomar banho?
Mãe, me diz onde vc esconde as asas?

Pai, de onde vem as árvores?
Pai, por que a água é gelada?
Pai, como você carrega o mundo?

Mãe, quando o vovô volta do céu?
Mãe, podemos ir na tia Jô?
Pai, leva a gente pro parque?

Pai, de onde é que eu vim?
Pai, o que que é morte?
Mãe, por que tua barriga tá grande?

Pai, eu posso ser cientista?
Mãe, eu posso viajar pra lua?
Pai, posso ser como você quando crescer?
Mãe, o que vou ser quando crescer?
Mãe, Pai, quando crescer, eu vou ser eu, tá?

Escrita ouvindo “Donela”, ou “Mãe, me diz quem é você?”. Baixe aqui.
Essa, óbvio, é pros meus pais, que fizeram um excelente trabalho na minha criação :-)
E também pra Thahy, que tem o filho mais legal do mundo, então com certeza também é uma mãe fantástica.
E pra qualquer um que sabe o que é ter filho que pergunta tudo, e que sempre responde.

December 25, 2008

 Ressucitando 2 — Poeminha 

Dois

Dois copos no lixo
Como duas janelas fechadas

Duas janelas quebradas
Como dois olhos vidrados

Dois olhos vidrados
Como dois gatos pirados

Dois gatos pirados
Como duas espadas cruzadas

Duas espadas cruzadas
Como 2x2 rimas incendiadas

2x2 rimas incediadas
Como dois abraços fechados
Como dois corações vidrados
Como dois amantes pirados
Como dois destinos cruzados

November 15, 2008

 MAX POSTAR! 

Esses dias eu terminei de assistir uma série chamada “Sexy Voice and Robo”, escrita por Iou Kuroda. A trama é muito bizarra. Uma guria de 14 que consegue imitar qualquer voz que já tenha ouvido (e que tem ouvidos muito potentes), um dia conhece um otaku (fã de animes de robôs, de onde vem seu apelido, “Robo”) (que está na casa dos 20 anos e tem a maior coleção de bonecos que eu já vi) e os dois conhecem um homem chamado Mikkabouzo (em japonês, “aquele que não consegue lembrar de nada), um homem que esquece tudo o que sabia a cada três dias, e por isso carrega uma espécie de diário e vários objetos pra não esquecer o que já fez, o que pensa e por onde já esteve. A dupla impede que Mikkabouzo mate uma mulher, e acabam se tornando uma espécie de “agentes secretos”, sob serviço daquela mulher.

Eu falei, a trama é bizarra. Mas muito bem escrito. Não tem grandes cenas de ação, violência ou afins, a história é toda na trama, nos diálogos e no apelo emocional dos protagonistas. Niko, a guria, que é o cérebro da dupla, e Robo, o ajudante trapalhão, que deve ser um dos personagens mais legais que eu já vi, com sua mania de sair gritando frases que começam com “MAX”, como seu personagem favorito, o Max Robo. Por exemplo, quando ele sai correndo, ele berra “MAX CORRIDA!”. Para atacar, “MAX ATAQUE!”. Para passar a raiva, “Bateren Renkon Tomato MAX!”.
Por sinal, se vocês me virem falando “MAX ALGUMACOISA”, é porque, estejam avisados, fazer isso vicia.

E, no primeiro episódio, aparece um poema que provavelmente foi escrito pelo Iou Kuroda (o autor do poema seria uma pessoa chamada Sanrou Kuroda), que é assim:

Você olha para um amanhã incerto
O dia depois de amanhã
Dez anos no futuro
Na forma das camisas que você descartou
Na forma das sobras de pão
Sua humilde casa que você ainda não construiu
Deixe que seu pequeno sonho permaneça um sonho
Dentro de você, como está agora
Suspenso lá, e difícil de ver
Enquanto desaparece… durante… conforme você desmorona

Eu acho um pouco engraçado essa forma de escrever. O poema é triste, cara, muito triste. É sobre você olhar pra trás e ver que não está nada feliz com a sua vida. Por outro lado, tem uma coisa meio positiva nisso, o amanhã é incerto, ainda não aconteceu. Não precisa ser assim. É uma coisa meio blues, eu leio e fico triste, feliz e nenhum dos dois, ao mesmo tempo. É divertido.

Tem um mangá também, que eu ainda não li, mas lerei. Enquanto isso, se tiverem a chance, assistam. Eu só tenho uma versão com legendas em inglês.

Agora, MAX ATAQUE A GELADEIRA!

May 10, 2008

 Conchinchina 

Siga o caminho que a pedra aponta
para o norte, e ao leste do oeste
no caminho por onde o rei perdeu a moeda
e onde o camponês virou rei
e onde enterraram a bota do gato

Ande até para sempre
e ao chegar lá, pegue a esquerda de quem vem do tudo
mas caminhe por baixo de quem vem do nada

E, ao chegar na Conchinchina
procure a venda do Seu Chang
Mande-lhe as minhas estimas
e diga-lhe que pagá-lo-ei em breve.
Obrigado.

November 25, 2007

 Respostas 

Ontem conheci um cara que se surpreendeu por eu ouvir Bob Dylan. Falou alguma coisa sobre Bob Dylan ser antigão, mas ele é antigão e algumas músicas deles me deixam com perguntas na cabeça.

Eu gosto de perguntas, elas nos fazem pensar. E eu gosto dessas perguntas escondidas em músicas antigas, porque as letras eram mais legais, elas tinham uma melodia decente. Também porque na verdade elas ainda não foram respondidas, nós só escrevemos livros de auto ajuda. E, quando você sabe ler, nota que esses livros não têm absolutamente nada a ver com as perguntas ou as respostas, têm a ver com abrir nossas carteiras e nos pegar nosso dinheiro.

Algum dia também vou lucrar com isso.
(Projeto pras férias: escrever ou pelo menos começar a escrever um livro de auto-ajuda)
(às avessas, pra manter parte da minha integridade)

 Charada 

Sabem qual é a semelhança entre o Saara, o Polo Norte e a Floresta Amazônica?
A resposta está na linha abaixo, escondida:
Todos esses ambientes têm vida.

November 23, 2007

 42 no meu celular 

CARALHO! CARAMBA! CARACA! CARIOTENO! CARATECA! CARACAS MÚLTIPLAS COM QUEIJO E RECHEIO DE FÓSFOROS ACESOS, CARAMBA!

Background da história: meses atrás para que pessoas desagradáveis não tivessem mais meu númeropor problemas com a conta telefônica eu troquei o chip do meu celular. Fui na loja, e a guria pegou umas oito opções de número diferentes. Naquela época eu já estava começando a catar sinais nas coincidências por aí (mas ainda não tinha pensado em caçar o 42), e um dos números era o mesmo que o telefone da minha antiga casa em Venâncio Aires. Nunca gostei da cidade, mas por algum motivo eu gostava daquele número. Levei aquele mesmo.

Hoje, muitos meses depois, e já encontrando tantos 42 por aí que eu já criei regras para descartar alguns (os mais comuns — placas de carro, especialmente), e me vem a Honey com uma notícia assustadora, que me fez sentir um idiota: o número do meu celular soma 42. Óbvio, não vou divulgar meu celular aqui, afinal eu não sou totalmente idiota, mas quem tem meu número pode fazer a soma: dá 42, sem tirar nem pôr.

E eu estou em choque até agora. Eu encontro 42 nos lugares mais absurdos (eu faço cada operação matemática que a maioria das pessoas acredita que eu sou biruta), mas não me liguei de procurar no lugar mais perto de mim. Mas agora eu tenho prova: o 42 me persegue! EU NÃO SOU MALUCO! EU NÃO SOU MALUCOOOOOO! EU SOU NAPOLEÃO BONAPARTE, IMPERADOR SUPREMO DO BANHEIRO 21 DA RODOVIÁRIA! EU TENHO 14 CAVALOS E 6 PANGARÉS, *baba começa a escorrer* E VOU PULAR POR ESSA PORRA DE JANELA, NÃO ME IMPORTA QUE EU MORE NO PRIMEIRO ANDAR!

*pula pela janela*
*rala o cotovelo*

Crianças, não comecem a caçar números. É perigosamente viciante, e vocês podem acabar abrindo um twitter pra mostrar os números que vocês encontram.

November 22, 2007

 Algo de Errado 

Você sabe que há algo de errado quando olha pra trás e acha que viu um coelho atravessando a rua. Ainda mais quando esse coelho olha para você, ali do meio da rua mesmo, murmura algo, vira de costas e some por trás daquela placa gigante, em neon (detalhe: era noite) que dizia, em letras gigantescas “TEM ALGUMA COISA FUNDAMENTALMENTE ERRADA COM A SUA NOITE”. Algo naquela placa me dava a impressão de que havia algo fundamentalmente errado com a minha noite.

Aí cheguei em casa, olhei na geladeira, e vi que não tinha mel.
Qual a graça de pão com manteiga sem mel?
(estou plenamente no grau B, quando acabar o semestre eu devo voltar ao normal)
(por normal, leia-se “não tão estranho assim, quase fazendo sentido, escrevendo coisas que você quase acha que pode entender, mas que na verdade não pode afirmar com certeza o que são”)
(estou abusando de parênteses, e isso não é um bom sinal (e tem parênteses dentro de parênteses, o que é péssimo (ah, que saudade de LISP)))

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Em caso de dúvidas, e-mêia eu, tio.


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