Comofas?
História verdadeira, apesar de parecer que não. Acabei de ouvir uma conversa que eu nunca achei que ia ouvir. Ou que, talvez, segundo o @fazzatti, eu sempre quisesse ter ouvido — embora com certeza reze toda noite para não participar de uma dessas.
Foi uma conversa por celular, então eu não ouvi um lado da conversa, e estava muito ocupado rindo pra caralho (essa é a única expressão que se aproxima da intensidade do quanto eu estava rindo) pra ouvir a outra metade, então eu tenho apenas detalhes esparsos.
Porém, que detalhe a mais você precisa quando a conversa começa com um “Alô? [Pausa] Ah, clica no menu iniciar e clica em desligar. Isso.”? Nessa hora eu me ajoelhei gargalhando. Tenho a impressão de que, não estivesse na empresa, eu teria rido alto o bastante pra ser ouvido por boa parte da Unisinos, de tão cômica que foi a cena.
E a conversa não parou aí. Essa instrução foi repetida. Mais de uma vez. No meu íntimo, eu sabia duas coisas: 1) era uma mãe ao telefone. Só isso podia estar impedindo meu colega de perguntar “com licença, você é do passado?” e 2) tava muito difícil evitar rir alto pra caralho. Mas muito difícil mesmo.
Na cozinha, além de eu e esse colega, também estava o @fazzatti, o @taijutsu, e talvez mais alguém. Estávamos todos rindo, mas o que mais ria era eu, disparado. Eu estava me contorcendo de rir, literalmente. Quase um ROFLOL. O tempo todo eu fiquei pensando, “como pode alguém levar tanto tempo para desligar um computador? É uma tarefa simples, estamos no século XXI, porrameuqualé?“.
Porém, tudo que é bom acaba. E a conversa, que durou uns cinco minutos (de pura diversão)(ao menos, eu me diverti pra caralho), também terminou, quando meu colega falou “Tá, então sabe o botão de força? Aperta e fica segurando, e ele vai desligar. Isso. Tchau.”
Quando ele desligou, eu olhei pra ele e falei: “era tua mãe, né? Porque só assim pra você não dizer ‘are you from the past?’”
