Resoluções
2008 foi um ano ruim. Olhando pra trás, digo que 2008 não foi um ano agradável. Não que tenha sido totalmente horrível; certamente ele teve seus momentos, e foram vários. Afinal, estamos falando de um ano inteiro. Tem muitos momentos dentro de um ano, e as estatísticas são bem favoráveis de que vários desses momentos serão bons. O pessoal do TMRS, meu estágio, os truques novos que aprendi com malabares, os shows do Cordel e do Teatro Mágico, o teatro do Lirinha, aqueles meses que não voltam mais… tem tanta coisa. Mas também tem algumas das piores decisões que eu tomei nos últimos tempos. Teve muita coisa ruim, coisas que eu não devia ter dito, gente que eu não devia ter machucado, coisas que eu não deveria ter feito. Mas, como diria o sábio africano Pumbaa, “a gente tem que colocar o traseiro no passado”. O que passou passou, e é fácil falar nisso agora. O que está passando, por outro lado, é bem mais complicado. E o que vem, então? Cara, desse nem dá pra falar. Eu não sei, você sabe? O que dá pra fazer é fazer o que a gente acha melhor e esperar que acabe tudo bem. É o que eu faço, não sei se dá certo. Tem cada cagada que faz parecer que não tem diferença entre pensar no assunto e simplesmente tomar decisões aleatórias. Na boa, tenho minhas dúvidas sobre se essa diferença existe. Existe? Não sei, quem consegue viver assim me avise e a gente conversa e a gente pode chegar a uma conclusão.
Eu, por mais que sempre erre, tenho mania de pensar adiante. Eu observo, vejo tendências, de onde veio, como está e pra onde parece que vai, tomo decisões baseado nisso, e erro. Não é sempre, mas erro. E aí, o que a gente pensa quando o melhor não é bom o bastante? Não sei.
Mas vamos continuar planejando. Com sorte, isso ajuda a evitar os erros mais óbvios. No mínimo. Espero.
E é nesse espírito, e na noção absurda de que uma data escolhida arbitrariamente possui realmente alguma influência na nossa vida além daquela que nós lhe damos, nesse caso, o “ano novo”, que na verdade é uma data dentro de um contínuo, uma divisão dentro do conjunto não-discreto que é o tempo, uma tradição cujas origens são desconhecidas para a maioria das pessoas, inclusive para seu humilde escriba, que determino que, nos dias vindouros (e mesmo o dia é uma arbitrariedade)(necessária, mas ainda assim, arbitrária), faço-me as seguintes promessas com alguma intenção de cumprir:
- degustar menos doces mesmo que por razões puramente estéticas.
- engajar-me em alguma atividade física digna desse nome além de malabares (atualmente, nível de aprendiz em swing poi, devil e flower stick e nível auto-flagelamento no meteoro). Provavelmente a natação. Intento começar tão logo volte para São Leopoldo.
- programar mais mesmo sem idéias úteis (leia-se divertidas) de programas.
- ler mais considerando-se que nesse ano eu li certamente menos que 20 livros, espero ler mais. E ler certos livros, especialmente terminar O Lobo da Estepe, do bom Hesse.
- aumentar minhas reservas econômicas que andam bem baixas, devido à uma grande onda recente de gastos da qual eu ainda estou me recuperando. Não que eu me arrependa de algum centavo gasto. Mas, como diria o Tio Patinhas, “economizar é preciso”.
- desenrolar esse bagunçado novelo de lã que eu chamo de mente porque ultimamente eu ando bem confuso, e gostaria de voltar aquele estado onde eu não me sinto assim o tempo todo.
- completar certos projetos como o MeNaEscLi, o Mês Nacional de Escrever um Livro, e as idéias de flash mobs.
- manter o bom trabalho em causar estranheza para alguma pessoa, todos os dias não tive uma taxa de 100% de aproveitamento, em termos de dias, mas consegui balançar as idéias das pessoas de variadas maneiras esse ano.
- reaproximar-me de quem eu me distanciei é auto-explicativo.
- comprar um chapéu novo porque o atual é o único. Quero um Fedora e um Chaplin :-) além de outro no mesmo estilo do meu fiel companheiro xadrez
São as promessas que, na verdade, eu sempre me faço, e que nunca cumpro a contento. Mas isso provavelmente tem a ver com o fato de eu nunca achar que nada em que eu estou envolvido está totalmente bom, sempre espezinhando e catando erros, mesmo onde eles não existem ou onde eles não são importantes. Tenho que parar com isso também.
E você, que promessas faz pra si mesmo todo ano? E que promessas fez pra si mesmo esse ano?






