April 26, 2008

 Medo 

Um dos meus medos esquisitos, até estranho, na verdade, é o de caucasianos. Isso mesmo, cara, caucasianos.

Eu sei, eu sei, sempre falam que negroafro-descendentes que são perigosos, ladrões, seiláoquê, que na terra “deles” (a África)(como se não tivessem nascido no Brasil como a gente) eles escravizavam uns aos outros, matavam, mutilavam, coisas que a nossa cultura não aceita. Mas saca só, caucasianos são piores. Ao menos, os africanos faziam isso entre si.

Caucasianos fazem isso com todo mundo, inclusive com eles mesmos. Quem foram os principais responsáveis pela devastação de várias culturas diferentes? Caucasianos. Quem foi responsável pela escravização e chacina de povos da Arábia, África, Américas, Japão (lembra Hiroshima? Lembra Nagasaki? Chacina é pouco), Índia, Austrália, e praticamente todo lugar pra onde conseguiu viajar? Caucasianos. Qual a cor da pele da maioria dos executivos e líderes mundiais que, diariamente, tomam decisões que significam dor e morte pra milhares de pessoas em seus países e em outros países (tipo cortar verbas pra fundos de bem-estar social, mudar fábricas para um local com leis fiscais mais baratas, desviar dinheiro público, começar guerras)? BRANCA. Eu realmente não sei como eu consigo viver no meio desse povo sem sair correndo de medo.

E antes que me julguem, eu não sou racista por escrever isso: também sou caucasiano, branquelão. E morro de medo de gente parecida comigo.
(Hipócrita? Deve ser por causa da cor da minha pele)

O primeiro medo é de papel. Não qualquer folha de papel, mas sim de folhas com desenhos seguindo certos padrões. Um papel com um solzinho desenhado não me assusta, e um extrato bancário também não (bom, de vez em quando não me assusta, pelo menos), mas um mandato de prisão com certeza faria com que eu me borrasse todo. Certas notícias de jornais também me assustam bastante, e certas coisas que eu leio pessoas escrevendo, mais ainda.

Tá certo, nem sempre tá no papel, as piores coisas você lê na internet mesmo. Eu acho que nunca vou esquecer uma vez em que, numa comunidade, tava discutindo (racionalmente, não flame) com um facista, e ele ficou sem outro argumento além do clássico nazi-facista-ditatorial: CALA A BOCA. Aí eu perguntei se ele achava que censurar oposição era algum tipo de solução, se ele gostaria de ver algo assim institucionalizado, censurar quem discordasse dele. A resposta do cara: “Claro que sim”. Quê? Eu li e reli aquilo, e fiquei totalmente sem palavras. Saí da comunidade, de tão grande o desgosto.

Esse tipo de desenho em papel me assusta. E, por um rolo de papéis azuis, você pode acabar morto. Me surpreendo que mais gente não tenha esse medo.

Falando em papel, a mídia deve ser um dos maiores medos que eu tenho. Aliás, eu acredito, firmemente, que as pessoas só não têm medo de mídia porque não têm noção do que estamos falando. Do jeito que eu vejo, ela é muito assustadora.

Peguemos um exemplo recente, o Circo Isabella (onde vários palhaços ficam jogando acusações “fatos” tortas, dois domadores estão com as cabeças na boca do leão e a trapezista morreu). O exemplo que melhor resume minha visão sobre esse caso (que eu mal ligo a TV e já sei o que acontece) está resumida na capa da Veja: Um fundo preto, com apenas os olhos do casal em destaque, e os dizeres, em letras brancas bem grandes: FORAM ELES. Detalhe quase imperceptível, a legenda: “A polícia não tem mais dúvidas”.
Eu estava na fila do supermercado, e travei por um instante ao ler isso. A polícia não tem mais dúvidas… mas e qual é o pensamento do Juiz? De repente, não temos mais julgamentos, deixamos para a imprensa decidir quem é culpado e quem não é?
Porque tem outro detalhe, todas as abordagens “jornalísticas” sobre o assunto que eu vejo passa o mesmo ponto de vista:
“Olhe bem para eles. Olhem para essa FALSA cara de coitadinhos, as MENTIROSAS alegações de inocência. Você ainda tem alguma DÚVIDA de que esses MONSTROS mataram aquela POBRE CRIANCINHA? *exibe foto da guria* Olhem para esse rostinho angelical, você não tem PENA? Não acha que eles tem que PAGAR? Olhe, temos especialistas dizendo que eles têm MOTIVOS. A POLÍCIA não tem mais dúvidas. Claro, não temos ainda um julgamento, mas já temos preparado nosso discurso indignado caso eles sejam considerados inocentes. Na verdade, estamos torcendo para isso, pois assim vamos vender mais e mais jornais massacrando o casal até que eles não tenham mais nada a perder, e que até seus pais os odeiem. Aí então vamos cobrir a nova derrota do [time de futebol]. E beba Coca-Cola!”

E ainda tem gente que fala em opinião pública. Esse é um dos meus mitos favoritos. Está mais para opinião privada, decidida com base no que vai conseguir mais audiência e vender mais anúncios. Me dá pesadelos pensar na irresponsabilidade e o sensacionalismo dos jornais.

FORAM ELES!

A polícia não tem mais dúvidas.

Pensem bem nisso.

Isso me lembra de outro medo, relacionado também, que são os “cidadãos preocupados”. Vocês sabem de quem eu estou falando. Sabe, pessoas que acham que todo criminoso merece morrer, pessoas que acreditam que drogadosdependentes químicos são escória, que música “errada” transforma crianças em delinquentes, entre outras bobagens.

Eu me canso, mas não paro, de me surpreender com a capacidade que essas pessoas têm de se cercar de ilusões. Todo criminoso merece morrer? Quer dizer que não tem diferença, furto é igual à latrocínio que é igual à desviar dinheiro público (os crimes estão em ordem crescente de periculosidade)? Porte de drogas é tão ruim quanto tráfico de drogas? Tá certo que usuários são quem sustentam os traficantes, logo são parte da cadeia e criminosos também, mas o cara que vende essas merdas é que é o verdadeiro vilão. O usuário é um idiota.
Mas o meu cidadão consciente favorito ainda é o “pai/mãe consciente”, porque esses caras vão além de todos os limites possíveis. São as pessoas que acreditam que, se proibirem os filhos de assistir certos programas ou filmes, ouvir certas músicas, andar em certas companhias, vão ter filhos que se tornarão “bons cidadãos”. Ouvir essas pessoas falando sempre me faz pensar se há realmente algum mérito em realmente educar os filhos, por exemplo, explicando o que eles estão vendo na televisão, o que significa aquilo que os cerca, ou seja, ensinar os filhos a pensar ao invés de treiná-los para ser mais alguns retardados aceitando tudo aquilo que ouvem ou lêem.

Falta de senso crítico vai tornar seu filho um criminoso, sra. Silva, não os Dead Kennedys. Sinto muito, mas a culpa é da senhora e do seu marido. Aceite.

Falta de senso crítico, por sinal, me leva ao último elemento da lista, o patriotismo. Esse me assusta mesmo, porque é a falta de senso crítico em seu estado mais grave (bom, segundo estado mais grave. O primeiro é acreditar em bobagens como “imprensa livre”).

Se bem que “patriotismo” é a palavra errada. O certo é “patriotismo ufanismo”, aquele sentimento extremo, bastante comum na época de competições mundiais como a Copa do Mundo ou as Olimpíadas, uma coisa meio “Brasil Über Alles”, “viva o Brasil”, “nós somos a maior nação do mundo”, “verde para nossas matas, amarelo do outro e azul do nosso céu límpido e estrelado”. Essa última eu acho fenomenal, porque são as pessoas que rodaram em história na escola e não sabem que verde e amarelo são as cores da família Bragança.

E vocês já pararam pra observar os carros-forte? Atrás sempre tem uma bandeirinha brasileira que diz “Ame-o”. “Ame-o”, cara, hoje em dia você nem tem mais a opção de deixar o país! Esse tipo de coisa me assusta. Eu não faço posição de sentido pro hino nacional, eu não canto o hino nacional desde a oitava série (na escola, na semana fascistada pátria na escola eu de vez em quando ficava só mexendo os lábios pra não perder tempo com professores), caraca, eu nem mesmo escrevo hino nacional com letra maiúscula. E tem gente que acha esse tipo de comportamento é falta de patriotismo.

Bom, na minha versão, os não-patriotas são as pessoas agitando bandeiras, carregando faixas, berrando em plenos pulmões o quanto amam o Brasil, e ficam negando para si mesma que esse país têm problemas sérios. Nós não somos a melhor nação do mundo, não chegamos nem perto. E, se eu estiver errado e o Brasil é o melhor país de todos, cara, que mundo de merda esse nosso. Se o Brasil é o país do futuro, estamos fudidos. Temos um povo de merda, que não pensa, não julga, e é passivo dum governo que só fode seus patrões. Temos problemas de racismo enrustido, uma péssima distribuição de renda, um governo que não sabe governar, um povo que não sabe votar e, cara, o que tem de gente que se esforça pra permanecer ignorante nesse país não é brincadeira. E não são só esses problemas, tem mais.
Não sei quanto à vocês, mas se eu vejo alguém que eu amo com um problema sério mesmo, eu tento convencer essa pessoa a se tratar, ofereço ajuda… quem ama cuida, saca? Você ama seu país?

Enfim, citando o sr. Jello Biafra,

Obrigado pelo papel higiênico
Mas essa bandeira não significa nada pra mim
Olhe ao seu redor, somos todos pessoas,
Quem precisa de países? (Dead Kennedys - Stars and Stripes of Corruption)

Esses são meus medos bestas.
Quais são os seus?

NOTA: Só pra deixar bem registrado, eu não tenho uma opinião formada sobre o caso Isabella. Não sei se os pais são culpados ou inocentes, e não quero saber, a decisão não é minha e eu fico muito feliz por isso. E a decisão também não é de vocês, e isso me deixa mais feliz ainda. A decisão cabe aos tribunais, e não ao jornal da noite.

April 20, 2008

 ABA e a Campanha Apelativa 

“Eles querem te vender
Eles querem te comprar
Querem te matar a sede
Querem te sedar
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?” (Engenheiros do Hawaii - Terceira do Plural)

… ou “Todas as pessoas te consideram inteligente até que você discorde delas.”

Hoje eu estava vendo Teatro Mágico no Altas Horas, quando um dos comerciais foi com um casal, cada um de um lado do sofá, defendendo a liberdade das agências de propaganda. Eu adorei o comercial, é uma peça publicitária totalmente escrota.
Vocês podem ver aqui. Não vou embedar o vídeo no blog porque isso deixa a página lenta, e eu não gosto de páginas lentas. Mantenham a internet rápida.

O motivo dessa campanha, até onde eu descobri — porque eles NÃO falam o motivo no comercial –, é que o governo está falando sobre regulamentar propaganda infantil, proibindo comerciais do tipo “ah, diga pra mamãe comprar produto X”, ou comerciais que impliquem que possuindo tal produto, a criança vai se tornar melhor/mais legal/derivados. Posso estar errado, mas a ABA não se preocupou em nos informar por que estão sendo repreendidos.
O que, aliás, é bem esperado. Se eles falassem esse motivo, era melhor nem falar nada.

E o bom é que eles já saem largando a carta da censura. Não só não dizem do que estão reclamando, ou contra quem (coisas úteis pra se obter um posicionamento, se você for racional)(pensando bem, é uma estratégia campeã pra se usar na Terra), mas já saem largando uma carta apelativa como essa. Vinte pontos negativos pela burrice. Dramalhão é coisa pra novela.

Ora, vamos e venhamos, as propagandas hoje em dia são de alguns tipos:

  • as que implicam que você vai ser uma pessoa melhor/mais legal/pegar mais mulher/ser mais bem-sucedido/qualquer outra ilusão similar pra enganarvender o produto para os otáriosingênuos;
  • as que ressaltam as características que tornam o produto superior aos concorrentes, sem inventar pesquisas, fatos, depoimentos ou afins. Também são chamadas de “lendas”;
  • as engraçadinhas, com alguma história ou afins, com uma história bem bolada (não me vem falar de “Bar da Boa”, aquela propaganda é retardada);
  • as que te dizem para, por qualquer outro motivo, comprar o produto;
  • tou esquecendo agora, escrever de madrugada dá nisso, mas as importantes tão aí

Cara, na boa, se um publicitário vier me falar que propaganda é sobre vender produtos, eu levanto uma sobrancelha e desconfio. Propaganda hoje em dia é a venda de ilusão. É a ilusão de que bebendo refrigerante X aquela gostosona vai chegar te agarrando, que o banco Y não vê você como um número, mas como uma pessoa, que bebendo cerveja Z todos vão ser seus amigos, toda mulher vai ser gostosa (peraí, acho que essa é verdade, mas só depois de muitas cervejas). Pergunto: e o queco? Eu não quero que meu banco me respeite como pessoa, eu fico feliz com taxas baixas e pouca ou nenhuma incomodação. Não estou interessado em cerveja, mesmo que toda mulher gostosa comece a olhar pra mim (depois da terceira garrafa)(cá entre nós, a minha namorada já é linda e gostosa, não preciso disso), e cara, meu refri tá com defeito, eu já bebi em lugares públicos dezenas de vezes e nenhuma vez uma modelo me agarrou. Nenhuma. Zero. Never. Quero meu dinheiro de volta!

Não só isso: tem todo um papo cômico sobre propagandas (ou melhor, sobre como elas seriam, em um mundo perfeito):
a) informar consumidores: NOT. Veja parágrafos anteriores.
b) estimular competição: NOT. Isso é feito pelo Deus Mercado. Propaganda, até onde eu vejo, só estimula competição entre propagandas. Conheço pouca gente que compra baseado em propaganda, e não me peçam pra respeitar inteligência de quem o faz. É o bastante eu acreditar que essa inteligência existe, se eu acreditar.
c) melhorar produtos e serviços: NOT. Isso se chama pesquisa e desenvolvimento. Pela minha experiência (relatos profissionais, na maioria), os departamentos de marketing até atrapalham, criando expectativas idiotas nos clientes.
d) motivar redução de preços: NOT. Exemplos de quando isso aconteceu são bem-vindos, e que podem ser documentadamente provados que a propaganda foi um fator decisivo, e que são casos peer-reviwed (quando pessoas da mesma área — no caso, pesquisa estatística — revisaram o estudo), são bem-vindos.
(pedindo demais? Pedir demais é me chamar de otário e esperar que eu acredite em mentiras repetidas mil vezes)
e) suportar liberdade de imprensa, diversidade e gratuidade dos meios de comunicação: quase-NOT. Suporta, realmente, a gratuidade dos meios de comunicação.

O que temos é uma classe, os publicitários, pedindo auto-regulação. Uma classe que atua baseada na venda de ilusões, ou seja, que não faz o trabalho (informar o consumidor sobre os produtos) (pra falar a verdade, eles informam bem sobre promoções, e só) que deveria fazer, que quer manter o direito de trabalhar como quiserem, mesmo que isso signifique vender propaganda que influencia negativamente crianças (seres extremamente influenciáveis, como todos sabemos). Quem nunca viu um caso de criança que se sente inferior por não ter um determinado produto que levante o braço. Vão querer me convencer que é errado proibir isso? Sem chance, filho.

Eu sou a favor dessa regulamentação sim. Se o setor de marketing atendesse às expectativas que vem com “auto-regulamentação” — ou seja, que o papo sobre censurar propagandas negativas fosse redundante — eu seria contra, mas do jeito que está, não ganharam a minha simpatia. Nem toda censura é ruim.

Só mais um detalhe: eu tenho quase certeza que aquela atriz tava segurando uma risada. Olha bem pra cara dela e diz que não.

April 9, 2008

_

 Mais MSN 

[02:26:04] Ana Carolina says:
amor, to afim de conjugar uns verbos cm vc
[02:26:10] Ana Carolina says:
e de praticar a ação de outros
[02:26:25] D’nnktzo-M’nn says:
hahhaha
[02:26:41] D’nnktzo-M’nn says:
eu quero conjugar verbos com vc em todos os tempos, meu adjetivo mais superlativo!
[02:26:46] Ana Carolina says:
[heh]
[02:27:04] Ana Carolina says:
superlativo…
[02:27:11] Ana Carolina says:
meu deus do ceu, que papo mais gramatical
[02:27:21] D’nnktzo-M’nn says:
hahaha
[02:27:22] D’nnktzo-M’nn says:
:D
[02:27:25] D’nnktzo-M’nn says:
é fofo?
[02:27:26] Ana Carolina says:
AS DUAS E MEIA DA MANHÃ
[02:27:32] D’nnktzo-M’nn says:
\o/ viva nóis
[02:27:48] Ana Carolina says:
eu te amo, sabia?
[02:28:06] D’nnktzo-M’nn says:
eu te amo tu!

Não existe nada mais perfeito nesse mundo :-)
Se eu estudasse gramática assim na escola, era capaz de ter escolhido fazer Letras :-)

UPDATE:
[02:36:36] D’nnktzo-M’nn says:
reparou na categoria?
[02:37:03] Ana Carolina says:
nãotinhareparado
[02:37:12] Ana Carolina says:
nhaaaaaaaaauuuuummmmmmmmmmmmmm
[02:37:21] Ana Carolina says:
ei
[02:37:28] Ana Carolina says:
eu sou uma mulher de catigoria \o/
[02:37:36] D’nnktzo-M’nn says:
hahahahahahahahahahahahahaahhahahahaahahahahhaha
[02:37:46] D’nnktzo-M’nn says:
isso vai virar update!

 MSN 

[01:05:16] Matheus says:
e nao tem comentario
[01:05:20] D’nnktzo-M’nn says:
sociopata
[01:05:34] Matheus says:
xD
[01:06:21] Matheus says:
eh uma tortura eficiente
[01:06:32] D’nnktzo-M’nn says:
só se eu tentasse ler teu código
[01:06:53] Matheus says:
sabe jogos mortais?
[01:06:57] D’nnktzo-M’nn says:
sei
[01:07:01] Matheus says:
ia ser bacana por isso como um desafio
[01:07:02] D’nnktzo-M’nn says:
do you wanna play a game?
[01:07:09] Matheus says:
“i wanna play a game..”
[01:07:18] Matheus says:
“tu tem 1 hora pra entender o codigo”
[01:08:03] D’nnktzo-M’nn says:
all your life, you have programmed without telling people what your code is about. Now you have one hour to understand this code’s bomb. It’s written in obfuscated Perl, if that’s any help.
[01:08:09] D’nnktzo-M’nn says:
Live or die, it’s your choice.
[01:08:19] Matheus says:
ehahuaehueauheahuea
[01:08:31] Matheus says:
mas eu falo oq meu codigo faz =~~
[01:08:34] D’nnktzo-M’nn says:
cara, até que ficou bom :D
[01:08:50] Matheus says:
ficou
[01:08:57] D’nnktzo-M’nn says:
esse vai pro blog :D

tradução: Por toda a sua vida, você programou sem dizer às pessoas o que seu código fazia. Agora você tem uma hora para entender o código dessa bomba. Ele está escrito em Perl ofuscado, se isso te ajudar.
Viver ou morrer, é sua escolha.

Leiam o post abaixo. É melhor que esse!

April 8, 2008

 O Usuotário 

Calvin: Estou sendo educado contra minha vontade! Meus direitos estão sendo desrespeitados!
Hobbes: Existe um direito de permanecer ignorante?
Calvin: Eu não sei, e me recuso a descobrir.

Calma. Antes de virem me chamar de preconceituoso, agressivo, elitista ou afins, leiam o texto. Faz bem ler o que você vai julgar, é parte da cura.
(Que cura? Tá ali no meio, vai lendo)

Agora, respirem fundo. Nesse post eu fiz críticas, e isso vai irritar muita gente, que será devidamente ignorada ou zoada. Depende do meu humor.

Bom, antesmente de tudo, saibam que na fauna da informática existem inúmeras espécies, que podem ser reunidas em alguns grupos. Do meu ponto de vista, existem três principais: os usuários, nerds (que se separam em outros grupos), e um grupo que tem integrantes demais, os usuotários (tradução da consagrada palavra americana “lusers”).
NOTA: eu uso um termo ofensivo propositalmente. Não é bonito ser um usuotário, por motivos que vão ficar claros logo mais, logo, é perfeitamente justificado o termo. Quem não sabe dirigir é barbeiro, quem não sabe cozinhar é criticado, quem não sabe nada de eletrônica e tenta arrumar a TV é chamado de idiota, e com razão. Mas divago.

Vejam bem, um computador é uma máquina complicada. Ele não é uma máquina de tarefa óbvia, como a televisão (emburrecer pessoas) ou o microondas (aquecer alimentos). Ele pode fazer várias coisas, várias MESMO. Um computador pode ser um videogame, um processador de textos (uma máquina de escrever vitaminada), um comunicador, um tocador de música ou um livro. Ele pode inclusive ser mais de uma dessas coisas ao mesmo tempo. Várias vezes eu já fiquei no Pidgin enquanto navegava e assistia a um vídeo. Quantas vezes você já jogou paciência enquanto fazia outras coisas?

Claro, esse tipo de máquina não vem sem um custo: complexidade. Mas não é tão ruim quanto as pessoas pintam. Um computador é regido por regras de lógica, SEMPRE (bom, talvez o Windows não). O que acontece é que você, meu caro usu(ot)ário, não tem a menor idéia do que está se passando lá dentro. Isso faz com que tudo pareça ser magia. Por mais tentador que seja, evite pensar assim. Esse tipo de crença leva a babaquices como e-mails corrente (e-mails rastreados? Desgraças? Milagres? Ah, tá, claro que sim), pessoas não lendo mensagens de erro, e coisas tão absurdas que eu fico feliz de não conseguir pensar em nenhuma agora. Vai que tem algum efeito colateral.
É difícil de usar? É sim, e acredite, vocês não sabem o quanto porque vocês erram e aí precisa ir eu consertar a merda que vocês fazem! Seus viados! Seus merdas!. Mas não é impossível, ao menos, não pra usar o básico.

E aí entramos no assunto dos usuotários. Vejam bem, usuários normais têm sérias dificuldades, e acreditam no deus in machina, o deus na máquina, mas eles aprendem. Os usuotários, por outro lado, não aprendem. E não é, conforme muitos gostam de dizer, por qualquer tipo de deficiência mental. É, como diz mamãe, falta de laço. É uma gente que acha que não presta atenção no que faz, que vê alguém que sabe em ação, e depois sai clicando ao acaso, como se assim fossem obter os mesmos resultados. SÃO PESSOAS QUE NÃO LÊEM MENSAGENS DE ERRO. Gente que não lê nem mesmo o “Iniciar” no botão. Um povo perdido e sem Alá no coração!
É gente que reclama que acha que ignorância é desculpa. Existe Google, blogs com tutoriais, apostilas, uma tonelada de material bom e gratuito. Não existe é vontade. Falta de laço mesmo.

Mas, povo de Zeus, digo-vos que usuotarismo tem cura.

Esses são alguns passos no bom caminho:
Leiam mensagens de erro.
Leiam mensagens de erro.
Leiam rótulos, deixem o cursos parado sobre um ícone e aparecerá o nome dele (ohhh).
Leiam arquivos de ajuda.
Olhem bem para a tela antes de perguntar onde está alguma coisa.
Leiam os menus.
Leiam as mensagens de erro.
Aprendam novas palavras.
Aprendam uma nova forma de pensar, isso só fará bem a vocês. Navegar num computador é simples, depois que você aprende.
Leiam as mensagens de erro.
Quando não souberem de algo, Google é seu amigo. Cadastrem-se em fóruns, entrem em comunidades do orkut, também tem informação lá.
Peçam ajuda para aquele seu amigo nerd; mas queiram se ajudar, também. Para um nerd, é ofensivo você pedir ajuda e não querer aprender como se faz (ao menos, para a maioria)(sim, para mim isso vale).
E, finalmente, LEIAM AS MENSAGENS DE ERRO! Sem elas, vocês nunca vão saber qual é o problema. Mensagens de erro são informação vital.

Taí, falei. Agora depende de vocês. Se querem continuar sabendo porra nenhuma, não venham reclamar quando forem criticados por isso. Também serão criticados por seu arroz queimado, a TV que você terminou de estragar, as suas barbeiragens no trânsito, e a sua incapacidade de ler mensagens de erro. Isso não é injustiça, isso é consequência.

Por sinal: repassar e-mails causa danos SIM. Engarrafa a rede (eu já vi isso acontecendo mais de uma vez, e em tempo real. Um servidor tendo problemas pra processar e-mails recebidos porque tinha uma caralhada de PPTs e videozinhos babacas entupindo o bagulho, e eu era pago pra deletar o lixo :-), incomoda muita gente, e o mais importante: DIVULGA SEU E-MAIL! E uma mensagem reenviada quase-automaticamente para todos os seus contatos não quer dizer que você pensa neles. Tirar tempo para escrever um e-mail quer dizer que você pensa neles.
Aliás, sabe aqueles spams que você recebe e não sabe de onde conseguem seu e-mail? Pois é. As pessoas fazem listas e vendem, e nem é difícil. Uma lenda urbana, uma mensagem fofa, uma foto engraçada, e as pessoasos usuotários mandam seu e-mail, alegremente.

Quem quiser chorar, comentários abaixo.

April 6, 2008

 Mais enrolação 

(03:23:15 AM) Maria:
Mas a madrugada é incrivelmente mais legal
(03:23:41 AM) D’nnktzo-M’nn:
ainda mais qdo vc tem uma lata de aerossol e uma caixa de fósforos (6)
(03:23:56 AM) Maria:
é?
(03:23:58 AM) Maria:
o.O
(03:24:14 AM) D’nnktzo-M’nn:
é (6)
(…)
(03:27:38 AM) D’nnktzo-M’nn:
mas, na falta de namorada, aerossol com fósforos
(03:27:43 AM) Maria:
Hahahahahaha
(03:28:09 AM) Maria:
o que quer incendiar, criatura?
(03:28:24 AM) D’nnktzo-M’nn:
ROMA!
(03:28:28 AM) D’nnktzo-M’nn:
TOCANDO CÍTARA \o/
(03:28:44 AM) Maria:
Hahaha, tá, então

Twitter fora do ar é uma desgraça

 Enrolando 

Ok, eu confesso, estou enrolando vocês. Tenham paciência comigo.

D’nnktzo-M’nn:
eu sempre vi a Páscoa como uma versão mal-planejada do natal
Ana Carolina:
huaauhahahuuahaaa
(03:05:04 AM) Ana Carolina:
essa foi boa!
D’nnktzo-M’nn:
prq vc ganha coisas nos dois, mas no natal as coisas costumam ser mais legais
D’nnktzo-M’nn:
é, pena que o twitter tá off
D’nnktzo-M’nn:
arrá! Blog!
D’nnktzo-M’nn:
acho que tenho um desses

 home  Admin  e-mail  flickr  orkut  twitter/ornitorrinco

Os comentários aqui são moderados. Isso significa que eles têm que ser aprovados antes de aparecer.

Em caso de dúvidas, e-mêia eu, tio.


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