August 31, 2007

 7 

Engraçado como certos números parecem nos perseguir, não? Sete, três, dois, um, zero, quarenta e dois, eles estão em todo lugar (especialmente o 42). Sete maravilhas, santíssima trindade, os três troféus (campeão, vice e terceiro lugar), sete dias na semana, sete dias para criar o mundo (hahahahaha), código binário (zeros e uns), a resposta para a vida, o universo e tudo o mais (42). É evidente que os números estão à solta, mas no final é só mais uma questão de perspectiva: com as operações certas, fica fácil transformar um número em outro, e se você mantiver o nível das operações simples (evitem usar fatoriais ou logaritmos, por exemplo)(evitem especialmente logaritmos de fatoriais) as pessoas vão acreditar que não é apenas coincidência. É só saber manipular os números, e eu sei algo sobre isso. O bastante para achar 42 em qualquer lugar.

Mas esse post não é sobre números ou sobre 42, mas sobre sete. Mais especificamente, sete coisas sobre mim. Não me perguntem por quê sete, ou mesmo se vai ter sete (eu não sou bom em falar sobre mim), mas se quiserem saber de quem foi essa idéia, foi da blogueira mais doce da blogosfera. Diz ela que eu corro o risco de perder minha fortuna, minha família ficar louca e ser mandada para um manicômio em uma ilha deserta (se a ilha é deserta, como pode ter um manicômio?), e o pior, ficar broxa e minha mulher frígida. Mas eu não tenho fortuna, minha família já não bate 100% bem da bola, ilhas desertas não podem, por definição, conter manicômios, e eu mesmo que eu ficasse broxa, já existem pílulas que levantam até cadáveres :-) acho que estou seguro, mas como dizem, o seguro morreu de golpevelho.

Então, sem mais delongas:
1) Eu não sou ativo, sou reativo: eu sou seu melhor amigo, ou o cara mais chato e babaca e escroto que você vai conhecer em toda a sua vida. Na maior parte do tempo, a minha reação vai depender da sua. Se você for razoável, eu serei razoável. Se você for amigável, eu serei amigável. Se você me der um chute, eu chutarei seus dentes. Não é assim 100% do tempo, mas na maior parte do tempo é o que vale: não preciso ser gentil com babacas, mas se a pessoa for legal comigo, por que não ser legal com ela? Tenho certeza que todos pensam a mesma coisa sobre sua visão a respeito de relacionamentos com outras pessoas, mas me parece uma boa regra. Funciona, até agora, embora talvez me renda mais brigas do que a média de outras pessoas, mas eu não me importo muito (veja item 7)

2) Eu sou imprevisível: na verdade, eu me acho bastante previsível, o que deve significar que eu sigo um padrão, mas não um padrão com o qual as pessoas estão acostumadas. Esse post deve tornar o padrão mais óbvio, mas eu reconheço que a aleatoriedade de algumas coisas que eu faço deve incomodar algumas pessoas. O motivo é simples: acontecem coisas. Eu posso pensar de acordo com uma linha de pensamento LP1, e depois acontecer algo que vai me fazer mudar para uma linha de pensamento LP3. Diferentemente de Einstein, eu acredito que deus jogue dados com o universo, e aceito isso. Sabe, a vida é bastante aleatória, e eu não tento fingir o contrário, e tenho a impressão que sou mais saudável assim.

3) Provoque demais, e veja eu deixar de me importar: eu não perco muito tempo com pessoas que me incomodam. Às vezes têm aquelas pessoas que aparecem e enchem tanto o saco por qualquer motivo (querem um favor, ou querem “exigir sentimentos” (uma idéia absurda), ou qualquercoisa), e quando eu topo com uma dessas, eu aguento até certo ponto. Depois, eu deixo de me importar. Meu melhor exemplo é meu último namoro. A guria era paranóica, e achava que qualquer amiga minha tava dando em cima de mim, insistia que eu tava ficando com outras gurias, e martelou e incomodou tanto por isso que eu deixei de me importar, e realmente fiquei com outra guria. E não posso dizer que me sinto culpado, foi uma reação à ação dela (veja item 1). E é por aí, eu não aguento pessoas incômodas por muito tempo, e por que deveria? Não me venham com papo sobre “intenções”, porque nós sabemos qual é o pavimento do caminho pro inferno, certo?
(só pra concluir, um detalhe interessante: nenhuma das gurias acusadas tentou qualquer coisa comigo em qualquer momento, e a outra foi alguém totalmente de fora. Não consigo não achar esse detalhe divertido)

4) meu blog é autobiográfico: surpreendente, eu sei, mas por trás de contos, bobagens, frases, e afins, está a minha vida. Acho que é impossível escrever por muito tempo sem que isso aconteça. Claro, diferente de uns e outros que gostam de expor suas vidas na internet atrás de atenção ou diversão ou só um sentido pra continuar vivendo, eu não quero meu dia-a-dia exposto, então eu falo de modo extremamente sutil (ou não)(mas geralmente sim). Por exemplo, o último post foi uma explosão de stress causado por problemas autocausados (sabe quando você fica fazendo coisas que drenam tanto seu tempo que você perde noção das suas prioridades? Eu tenho que aprender a parar com isso). É o tipo de pensamento que me ocorre mais quando eu estou realmente nervoso, uma espécie de trava, porque eu nervoso não sou exatamente alguém com quem você possa levar uma discussão bacana.

5) Eu uso humor para lidar com situações difíceis: merda acontece. Dizia Siddartha que parte o caminho para a iluminação era ser capaz de viver o momento sem se preocupar com futuro ou presente. A preocupação com o passado é um fardo, e a ansiedade pelo futuro drena a felicidade do presente. E, no fim das contas, ambos são apenas coisas que existem na cabeça das pessoas (e o futuro geralmente existe só na sua). Eu dei toda essa volta para dizer o seguinte: não vale a pena agir como se as coisas fossem o fim do mundo, porque elas não são, e se você sabe disso fica mais fácil rir de um problema. Claro, nem sempre é possível, mas vale muito bem o esforço. Mas, oculto nas minhas piadas, tem sempre o meu ponto de vista sobre qualquer coisa, e obviamente as pessoas sabem disso, o que lhes permite entender tudo errado com mais eficiência.

6) Eu uso meus defeitos para sondar pessoas: eu não faço a barba, eu uso tênis detonados (e extremamente confortáveis), eu faço muitas piadas, e faço muitas piadas ruins, eu sou esquecido, tenho vários defeitos, e alguns deles eu “uso” para afastar pessoas que não valem a pena deixar se aproximar. Hoje em dia eu vejo que faço isso há muito muito tempo, mas só recentemente tomei consciência, e ainda assim, só noto depois que o inconveniente foi embora (”ufa, que sorte, imagina se eu não soubesse antes o quanto ele/ela era babaca?”)(eu sou extremamente lento com sutilezas). Pessoas que julgam pelas aparências normalmente se afastam de mim, e pessoas com bom senso de humor se aproximam. Muito legal, não?

7) O blues comanda o jogo: “viver é uma aposta, querida, e amar é a mesma coisa. Onde quer que eu tenha jogado, onde quer que jogue aqueles dados, onde quer que eu jogue, o blues manda no jogo.” Essa música eu conheço tocada pelo Counting Crows, e o nome é Blues Runs the Game, e é mais ou menos assim que eu vejo a vida: estamos apostando. Você aposta que uma pessoa vai ser boa, e trata ela bem, ou não. Você aposta que alguém vai ficar do seu lado pelo resto da vida e depois descobre que essa pessoa vai te deixar na semana seguinte. Você aposta que as pessoas não vão cometer as mesmas cagadas de novo. Não dá pra saber como vai ser qualquer coisa que você faça. A vida é cheia demais de elementos caóticos para simplesmente fazermos planos e ficar nervosos quando eles não saem como esperados, e é o que muita gente faz. Eu já fui assim, mas felizmente cresci um pouco mais nos últimos tempos, o bastante pra saber disso. E outro problema (crônico, da parte da maioria das pessoas, e minha também), é que nós vemos as coisas sempre pelo lado negativo. Tenho conseguido mudar isso em mim, mas tenho certeza que outras pessoas não têm a mesma sorte. Eu consigo ver dois meses de diversão e dois anos de dor pelo que eles foram, e consigo vezes o bastante pra ficar feliz :-)
A estrada pode ser longa e escura, mas tenho certeza que, se continuar caminhando, vou achar algo, como a lua brilhando lá no alto.

E era isso. Será que eu faço mais sentido agora? Tomara que não, eu adoro o olhar de confusão na cara das pessoas.

Bom, como é tradicional, passo agora a maldição adiante:
Morgana E Juliana, porque essa dupla é incrível.
Nathy, porque ela está na TV e quem está na TV sempre acaba com esses pepinos.
Egídio, o cara com a chapinha mais bem-feita do universo :-D
Caetano, porque ele (não) toca Raul.
Thahy, mãe do leão mais legal do mundo.
Maria, porque ela tá à toa.
_g, porque ele é uma bola azul sorridente com fones de ouvido.
Fernanda, que por não ser blogueira vai ter que me responder por e-mail.

August 27, 2007

 Cansei 

Estou cansado e com sono. Decidi que não quero mais entrar no velho círculo de estudar, trabalhar e morrer. Vou enriquecer e a sociedade que se foda com isso.

Já até sei como vou fazer: amanhã roubarei do banco de sangue todo o estoque de sangue tipo A e pedirei um bilhão de ienes de resgate. Obviamente, não mostrarei meu verdadeiro rosto. Farei isso usando uma máscara de Leonel Brizola, devidamente pixada com o bigode de Tarso Genro, e para que minha voz não seja identificada, farei minha imitação de Gil Gomes em todos os meus comunicados públicos.

Quando o estado me pagar, fugirei do país escondido no estômago de um crocodilo geneticamente alterado para parecer um esquilo de dois metros de altura. Não existe melhor animal como fortaleza que um crocodilo, e a fofura do esquilo vai evitar que ele seja atacado (tenho que lembrar de ensinar o olhar do Gato de Botas).
Fugirei para a Suíça, onde viverei o resto da minha vida disfarçado como um excêntrico exportador de alcachofras, e astro de squash nas horas vagas.

UAHAUHAUAHUAHUAAHUAHAUAHUAHUAHAUHUAHUAHUAHAUAHU
EU NÃO SOU LOUCO!

August 25, 2007

 Unidade 

A noite está escura, mas ao longe a lua ilumina a segunda cidade mais próxima. A cidade mais próxima está às minhas costas, mas poderia não estar. Ela não tem presença. Toda cidade tem uma presença, uma sensação que passa em cada um dos seus visitantes, mas não essas. Não acho que seja culpa delas, a vida perto das montanhas deve ensinar uma humildade que nenhuma outra cidade poderia ter. As suas luzes não brilham tanto, e deixam que as estrelas dêem seu show.

E que belo show. É um pouco assustador, de um jeito bom, ver tantas estrelas assim, em um céu tão limpo. Não lembro de ter visto uma noite como essa, um céu absolutamente sem nuvens. O tipo de noite que te faz sentir mais vivo. O ar frio entra quente em meus pulmões, e o suave cheiro de verde é um bálsamo que eu bem que estou precisando. No silêncio absoluto eu absorvo melhor a noite ao meu redor. Posso ouvir a grama que cresce, o pássaro roncando suavemente na árvore à minha esquerda, o vento suave mas gelado que acaricia esse pedaço de mundo, está tudo ao meu redor e eu sou parte desse tudo e a sensação é incrível.

A noite já é uma senhora reclamando de sua artrite agora, e o sol começa a dar seus primeiros sinais de vida. Os primeiros motoristas passam pela rodovia aqui perto. Se me vissem, seu olhar provavelmente seria de alarme, mas estou longe o bastante para ser apenas um estranho sentado na grama. É um bom jeito de terminar.

Falta pouco agora. O sol está saindo, mas eu sinto mais frio do que já senti em toda a minha vida, o que é algo bastante irônico de se pensar. Eu deito. Quase todo meu sangue já se foi. Olho para o sol, e fico feliz por ter demorado tanto. Com as últimas gotas, eu fecho os olhos e me junto ao infinito. Minha última visão é a de um corpo sorrindo sobre a grama vermelha. Poético.

August 20, 2007

 Separados No Nascimento 

Momento “Kibe Loco”:

Separados no nascimento: Caetano Veloso e Clodovil

August 18, 2007

 Nerd 

Os notórios físicos Schrödinger e Heisenberg estão em um carro, e Heisenberg diz “Eu acho que nós atropelamos um gato.”
“Ele morreu?” pergunta Schrödinger.
“Não consigo ter certeza”, responde Heisenberg.

Eu realmente ri disso.
Vocês não?

August 17, 2007

 Engenharia 

Ok, criançada, agora é oficial: o MARLIM AZUL está no ar! \o/

Urru!
O primeiro blog sobre engenharia social da história da… hãããã… putz…
=P
Ah, só visitem, droga.

August 16, 2007

 Cansou? SENTA! (ROLA! FINGE DE MORTO!) 

“Uma revolução é sangrenta. Revoluções são hostis. Revoluções não conhecem concessões. Revoluções destronam e destroem tudo o que fica em seu caminho.”
(Malcolm X).

Hora de falar um pouco sério, antes que se espalhe mais essa campanha do Cansei, que na minha opinião é o ápice da “Revolução via Internet”.

Aos que ainda não viram o vídeo.


E o Charges.com.br fez uma ótima paródia.

“Revolução via Internet” é aparentemente a nova grande onda, principalmente de esquerdistas de poltrona: vamos reclamar no orkut. Vamos reclamar no blog. Vamos passar correntes por e-mail sujando o nome do partido que a burguesia adora odiar, porque isso, isso, meus amigos, é que é revolução! É disso é o que o Brasil precisa, um bando de chorões dizendo “eu não aguento maaais”. “Cansei”, esse é novo o lema do Brasil.
Ouvi, ó povos do mundo, que o brasileiro cansou de inflação. Cansou de assalto. Cansou de corrupção. Cansou disso. Cansou daquilo. Cansou até de reclamar, mas, heroicamente, não se deixa abater, e prossegue com suas lamúrias, dia após dia. Oh, como é heróica, essa brava gente brasileira, que se cansa de nada fazer.

“Nosso povo é o brasileiro. Observai nossa obra, ó poderosos, e desesperai-vos.”

Bando de ingênuos, se realmente acreditam que um minuto ou uma hora de silêncio vai mudar algo. Bando de acerebrados, se acreditam que alguém se importa se alguns poucos privilegiados que assistirão o vídeo da campanha manterão um minuto de silêncio. Que delírio coletivo é esse? Por acaso acreditam que verão as ruas em silêncio absoluto? Nenhum carro, buzina, tevê ou rádio? Isso é coisa de quem viu filmes demais.
Usando meus poderes de CartomanteZCO-Man, posso dizer o que vai resultar dessa campanha: nada. Talvez uma matéria na Rede Bobo, talvez uma nota nos jornais, e com certeza mudança nenhuma. O que essa campanha pede não é mudança, é uma revolução, e como bem disse Malcom X, “revoluções são sangrentas”. Revoluções não são feitas em casa, são feitas nas ruas, com execuções e destruição da estrutura vigente para a construção de uma coisa nova. Ao menos era assim que se faziam revoluções no século XX. Estamos no século XXI, talvez seja hora de alterar esse paradigma, e criar um conceito novo. Agora, por favor, não me venham dizer que querem revoluções feitas através de correntes.

Se quiserem saber o que eu faço para mudar o mundo e torná-lo um lugar melhor, eu digo: muito pouco. Em verdade, o que eu faço não muda o mundo em nenhum sentido, embora seja uma boa preparação para caso eu algum dia resolva tentar. Eu simplesmente organizo minhas idéias, identifico meu posicionamento e catalogo pessoas que pensem parecido. De resto, não posso fazer mais nada. Não adianta votar contra o governo (aliás, votar não muda nada — ao menos não para melhor) se para cada voto contra meu, cem ovelhinhas votam a favor. Encarem os fatos: estamos vencidos, presos em um sistema auto-destrutivo. Não há gente para mudar esse golpe chamado Brasil, e tem muita gente aí fazendo o possível para botar tudo abaixo. E a casa vai cair, podem esperar. Ninguém aguenta ser feito de palhaço pra sempre, e isso inclui os palhaços pobres desse Brasil.

E só um pedido, aos que mandam e-mails: comecem a exigir fontes. Se te disserem que a Rede Globo usa o Criança Esperança para obter dedução de impostos, pergunte à essa pessoa quem lhe contou, como ficou sabendo, e se essa pessoa/entidade pode provar o que diz.
Não adianta nada dizer que mamãe te contou que leu no e-mail que nãoseiquem mandou dizendo que a Rede Globo deposita o dinheiro arrecadado com o Criança Esperança em seu nome para conseguir dedução nos impostos.
Para registrar: eu não vejo nada de errado nisso. O que tem de tão imoral em negar impostos à um governo como o nosso?.

Não me venham com revoluções em silêncio. Revoluções são barulhentas. Revoluções derrubam. Revoluções destroem. Revoluções queimam e pilham, e depois constroem algo novo sobre as cinzas. Ou a mesma coisa, porque ser humano é viver em um constante estado de sempre mais do mesmo.

Nós tivemos uma sequência de enganadores, fraudes, mentirosos e lunáticos fazendo uma sequência de decisões catastróficas. Isso é fato. Mas que os elegeu? Foi você! Você escolheu essas pessoas! Você lhes deu o poder de tomar as decisões por você! Embora eu admita que qualquer um possa cometer um erro uma vez, seguir cometendo os mesmos erros letais século após século me parece ser absolutamente deliberado. Você encorajou esses maliciosos incompetentes, que tornaram sua vida de trabalho uma desgraça. Você aceitou, sem questionar, suas ordens sem sentido. Você permitiu que eles enchessem seu lugar de trabalho com máquinas perigosas e experimentais. Você poderia tê-los parado. Tudo o que tinha a fazer era dizer “Não”.
(V, “V de Vendetta”)

Eu não posso deixar de comentar o quando é absurdo que a campanha seja divulgada pela OAB. Quer dizer que o melhor que os senhores doutores da lei conseguem fazer é isso? Que palhaçada.

August 14, 2007

_

 E, em outras notícias… 

… chega de Adsense. Aquele programa não é para mim =)

August 13, 2007

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 Concurso 

UPDATE: Os três contos foram pré-selecionados \o/ mazáááááá \o/

URRU! Fui mais longe do que eu esperava naquele concurso pro qual me inscrevi (lembram?). Dois dos meus textos (Madrugada e Verde) foram pré-selecionados =)

EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
:D :D :D :D :D :D :D :D :D :D

 Diálogo 

“Era como se eu a conhecesse. Ela era minha mais antiga e mais querida amiga. O tipo de pessoa pra quem você pode contar qualquer coisa, não importa o quanto seja ruim, e que vai continuar te amando, porque te conhece.”
(Brant Tucker, sobre a Morte, em Sandman #56)

Certo dia, eu estava sentado num banco, em uma praça. Pessoas iam e vinham, com seus cães e bicicletas e corpos pingando suor na areia. Eu, por minha vez, pingava suor apenas porque o dia estava insuportavelmente quente. Por algum motivo, usar minha camiseta de lobo e minha calça verde-escura com tecido pesado parecia uma boa idéia (e talvez esse motivo seja porque estamos no inverno, e estava fazendo um calor desgraçado aqui), e agora era tarde demais pra voltar. Eu nem sabia o que estava fazendo ali, até que ela chegou.

Ela, ao menos, era um pouco mais esperta que eu. Sua blusa preta de alcinha com certeza era mais quente que a minha camiseta de malha pesada, e seus jeans, também pretos pareciam tão bons quanto. Dizem que pessoas brancas (e acreditem, ela é branca, ao ponto de me fazer parecer bronzeado) sofrem mais quando o sol quente bate na sua pele, mas se ela sentia qualquer desconforto, escondia muito bem, ali para de pé. O sorriso, maravilhoso como sempre, contrastava com aquela tatuagem embaixo do olho que parecia descrever a trajetória de uma lágrima que sumiu no meio do seu rosto. Os olhos, uma mistura única de alegria e tristeza, me encaravam meio de lado, de um jeito
que, vindo de qualquer outra pessoa, seria zombeteiro, mas eu a conhecia bem o bastante pra saber que ela nunca zombaria de mim. Para alguém tão divertida, a Morte era bastante séria.

- Então é isso, já morri? - perguntei, sem desviar os olhos do nada
que eu observava à minha frente.
- Morrer? Você quer morrer? - ela perguntou, parte curiosa, parte rindo.
- Claro que não. Quem quer morrer?
- Pessoas que nasceram mas ainda não viveram. Você se surpreenderia com quantos existem.
- Surpreender? Sei lá, acho que duvido. Já vi muitos idiotas do tipo.
- Ah, mas sempre tem um idiota pior para te surpreender, e ele sempre aparece quando você acha que não pode piorar.
- Então… já que não vou morrer, a que devo a visita?
- Ah, eu tenho que estar aqui em meia hora, e te vi aqui meio cabisbaixo, resolvi dar um olá.
- Engraçado… eu tava com a sensação de que deveria estar aqui hoje. De fato, nem estou triste, estou só naquela calmaria lenta e pensativa, e estava esperando algo. Acho que era você.
- É, de certa forma, todos esperam por mim.
- … mas nenhum quer realmente te encontrar.
Ela gargalha. Uma gargalhada sonora, alta, ininterrupta, límpida. Poderia ser uma música.
- E então?
- Então… o quê?
- O que você queria me dizer?
- Nada, eu acho. Sei lá, não tenho pensado muito usando palavras, minha mente anda mais uma mistura de sensações e sentimentos e imagens, como se eu jogasse tudo em um liquidificador gigante e o resultado fosse o que está se passando na minha cabeça.
- Hmm.
- Se fosse qualquer outra pessoa, eu estaria sendo considerado doido por dizer isso, mas aposto que vocÊ me entende, né?
- É, mas eu entendo todo mundo.
- Heh algum dia eu chego lá.
- Chega sim. Todos chegam, alguns só demoram demais.
Mais gargalhadas. Dessa vez minhas. Comparadas com as dela, era como se fosse uma garça sendo estrangulada, mas não deu pra segurar.
- O que é tão engraçado?
- Que, quando eu me sinto deprimido, esses papos com a Morte me animam. É irônico, não?
- Não muito. Seria realmente estranho se você se animasse sem pensar em mim. Sabe, eu sou parte da sua vida.
- E uma parte muito agradável, quando deixamos de ter medo de você.
- Ora… obrigada. - ela responde, meio sem jeito. E posso ter delirado, mas nesse momento eu acho que vi a Morte corar levemente. Deve ser ilusão de grandeza.

Pouco a frente, um cachorro escapa da coleira e sai correndo. Seu dono tenta alcançá-lo, sem prestar atenção em nada na sua frente. “É ele?”, perguntei. Ela apenas abanou a cabeça, olhando fixamente pra escada logo adiante.
O cachorro se aproxima de nós, e nisso eu levanto do banco e o agarro o fujão. O dono vai desacelerando pouco a pouco, agradece e vai embora. Não acontece nada quando ele chega na escada, o que me deixa um tanto confuso. Extremamente confuso, a julgar pela reação da moça-entidademetafísica ao meu lado.
- Antes que você pergunte - ela começa - eu não planejei nada disso.
E, cantarolando, ela vai embora. Realmente, não tem como não amar a Morte.

August 8, 2007

 Tirando o Pó 

Eu devia contratar uma empregada pra cuidar desse lugar.

Hããã… bom, a barra realmente é inútil, concordo plenamente, Al… digo, Garfield. Tão inútil que colocá-la ali me fez pensar em mudar de template. Esse aqui já está aqui há bastante tempo mesmo, e eu adoro mudar o template :-) sempre sai alguma coisa errado.

Sobre o Adsense, bom, veio para ficar. O próximo template também vai servir pra integrar melhor a bagaça no blog (ficou bem nas coxas, eu sei, mas foi só pra constar. E em outras notícias, depois de uma semana fraca, consegui 22 cliques hoje :-D :-D a quem clicou, obrigado. Aos que não clicaram, VERGONHA! *aponta o Dedo da Vergonha*

E, bom, a falta de posts é total falta de idéias mesmo. Com sorte, uma mudança de ares areja minha cabeça. Por isso, a mudança de template. E também entrei num blog novo, o Marlin Azul, um blog que fala sobre a maior falha de segurança de qualquer sistema: humanos. Vamos ver se dá certo, né?

E agora, pergunta: o que vocês achariam de um fundo preto? Eu pensei em algo tipo um fundo preto, com a barra e os posts de fundo de cor diferente (possivelmente branco, ou cinza, ou algo contrastante), e cor diferente também na barra. Como cor diferente, eu pensei em laranja — nada berrante, algo parecido com o que eu fiz no fluxbox (tradução para leigos: linux).

P.s.: Sim, essa é mais uma daquelas pesquisas onde eu peço as opiniões de todo mundo, analiso uma a uma, ignoro-as sumariamente e faço o que eu já estava planejando fazer.

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Em caso de dúvidas, e-mêia eu, tio.


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